Uma série que eu gostava de ver em horário nobre
Já passou na SIC Radical, meio escondida, na altura em que os Gato Fedorento por lá andavam. Chama-se Black Books, foi produzida pela Channel 4 e não tem rigorosamente nada a ver com os romances que o Gonçalo M. Tavares publica na Caminho. É uma sitcom à inglesa, desbragada e sempre a cair em espirais de nonsense, um mimo televisivo sobre uma livraria em que o livreiro faz tudo para afastar os clientes.
Veja-se, neste excerto, o fabuloso diálogo entre Bernard, o dito livreiro niilista, e um homem que quer comprar a obra completa de Charles Dickens com encadernação em couro, para condizer com o sofá.
Se eu fosse programador, exibia Black Books na RTP1, todos os dias, logo a seguir ao telejornal. É claro que me despediriam logo ao fim de uma semana (ou nem isso) mas seria uma semana (ou nem isso) absolutamente memorável.
Comentários
4 Responses to “Uma série que eu gostava de ver em horário nobre”
- Blogue Bizâncio em 10 de Fevereiro de 2012
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Nunca tinha ouvido falar, mas já arranjei forma de os ver sem ser no YouTube. Acho que começo já esta noite…
Já agora, fora de livros (às vezes também são referidos) mas também no espírito das comédias inglesas de qualidade, sugiro o “A bit of Fry and Laurie”, com o Stephen Fry e o Hugh Laurie. 4 séries, se não me engano, todas elas fabulosas. Há umas coisas no YouTube.
penso que esta série passou há muito na rtp2. digo isto pelo simples facto de eu ter visto vários episódios ( e não tenho cabo). mas inexplicavelmente a série desapareceu. é fantástica
Excelente, esta série.
Se não me engano, a personagem quer quer o livro pequenito e que remata com a frase «i hate my job…» é quem acaba por se tornar o empregado do Bernard.
E o tema musical, a fazer lembrar (muito) o Marc Ribot (Tom Waits) dos tempos do “Swordfishtrombones” ou “Raindogs”? Um luxo!
[...] Eis o que pode acontecer quando o ego de um escritor é devastado por uma carta de recusa: 1) queda livre no desespero melodramático; 2) vingança contra o pérfido editor (respondendo-lhe na mesma moeda); 3) ressentimento a funcionar como impulso criativo (e regresso à escrita, que é como quem diz à estaca zero). O sketch é mais um exemplo do brilhantismo de Dylan Moran, o Bernard da série Black Books. [...]