Unputdownable

Uma pessoa afasta-se do mundo: não vê mails, não bloga, não liga sequer o computador, quase não fala, quase não come, quase não dorme. Acho que o adjectivo unputdownable foi inventado para descrever os livros deste senhor.



Comentários

9 Responses to “Unputdownable

  1. Alexandra Pinto on Julho 25th, 2009 8:50

    Tem toda a razão. Estes rapazes do Norte invadem o mundo, quais Vikings do 2º Milénio. Leia também “O Pássaro de Peito Vermelho”. Vi uma crítica ao livro no Público do Riço Direitinho, fiquei curiosa, e pronto. Paixão à primeira folha. E eu que andava numa de autores japoneses e indianos. Uma pena que não haja mais.

  2. Maria João Laureano on Julho 26th, 2009 10:30

    Rapazes do norte e também raparigas, atenção, a julgar pelas páginas das revistas literárias espanholas e francesas, que anunciam livros de mistério e ficção policial para dar e vender.

    Pergunto se não seria boa altura para desencantar dois nomes que marcaram a excelente colecção policial da Caminho, os livrinhos de capa negra que dormem por cima de mim e que também por isso povoam ainda a minha imaginação com carros de bombeiros e desaparecimentos pela noite dentro. A saber: Maj Sjowäll e Per Wahlöö. Uma escrita mais seca, é certo, mas eu sou fiel a Henning Mankell, outro sueco que tal, homem inteligente dado ao ensimesmamento e à contenção.

  3. RJ on Julho 26th, 2009 17:55

    E a tradução para português dessa palavra?

  4. Maria João Laureano on Julho 27th, 2009 7:08

    ai, estes desafios matutinos no que respeita à arte tradutória… A língua portuguesa é tão bonita e tão complicada, por vezes, desta vez, precisely. E, depois, sejamos verdadeiros, unputdownable é um vocábulo feio, ou sou eu que estou a efabular? Bom, depois de duas horas a traduzir, desde o nascer do sol, a melhor tradução é: que se lê de um fôlego, que não se consegue parar/deixar de ler, diz-se de livro um impossível de largar, de pôr de lado, não é verdade? Um livro urgente, portanto. A tradução mais perfeita é porventura a que está perto do poema de Ramos Rosa: Não posso adiar o coração. Não posso adiar a leitura. Uma palavrinha? Inadiável, incontornável. Mas não é bem a mesma coisa.

  5. Limão on Julho 29th, 2009 15:11

    Livro inafastável, traduzindo à letra, ou livro dum-só-fôlego, sendo criativo. Em todo o caso, livro imparável.

  6. Limão on Julho 29th, 2009 15:15

    Melhor ainda, livro inabandonável.

  7. José Mário Silva on Julho 29th, 2009 15:30

    Gosto do inabandonável.

  8. Maria João Laureano on Julho 29th, 2009 18:52

    Também gosto do inabandonável, lendo bem.

  9. Limão on Julho 29th, 2009 22:59

    Inabandonável, então, até melhor ideia. Entretanto, fui ontem comprar o 1.

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges