When Paul writes to John (and viceversa)

Eis um excerto da correspondência entre Paul Auster e J.M. Coetzee, reunida no livro Here and Now: Letters (2008-2011). Os dois escritores falam essencialmente sobre a importância do desporto nas suas vidas (o críquete para Coetzee; o futebol americano para Auster), mas a parte que me pareceu mais interessante é a que menciona o xadrez. Coetzee fala de um jogo que eclipsou a sua chegada aos EUA. Auster responde com o seguinte parêntesis:

«(I haven’t played chess in years, by the way, but there was a time in my early twenties when I became immersed in it, too. It is without question the most obsessive, most mentally damaging game invented by man. After a while, I found myself dreaming about chess moves in my sleep—and decided that I had to stop playing or else go mad.)»

Não diria «mentally damaging», mas lá obsessivo é. E eu, que redescobri recentemente os prazeres e angústias do xadrez online, sei-o bem.



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«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges