Sacos

Houve quem trouxesse sacos de supermercado:

pingo_doce

Houve quem trouxesse sacos de museu:

paula_rego

Felizmente, ninguém trouxe o carrinho de mão.

[Fotografias de Isabel Ribeiro, uma leitora do BdB que desceu de Aveiro a Lisboa para participar na Grande Oferta de Livros]



Comentários

One Response to “Sacos”

  1. Alexandra Diniz on Agosto 23rd, 2010 18:05

    Foi assim, um fim-de semana a começar como se fosse perfeito.

    O ar fresco da manhã. O ar fresco numa manhã de Verão. O silêncio do fim-de-semana. O silêncio em mim, no fim-de-semana. O tempo guardou o relógio e convidou a manhã para me fazer companhia. Eu e ela, juntas. Estação. Comboio.Destino.Livraria/Papelaria. i o Jornal. Esplanada.
    Um tal de almoço juntou-se a mim e a manhã. Embora pequeno também se justificava a sua companhia. Estava eu a beber as letras( i o Jornal. Página 33), quando percebi que o fim-de-semana mudou. Estava tão perfeito.

    Eu estive no sitio errado, à hora errada.

    Miradouro do Monte Agudo. Como o conheço. Quantas brincadeiras. Quantas lancheiras com formigas. Quantas tardes passadas em brincadeiras de inventores e cientistas, como os que nunca havemos de ter, só nos sonhos.
    E relembro a infância e relembro o local, e relembro as brincadeiras.

    E numa manhã fresca de Verão, que me parecia ser perfeita, fiquei a saber o que se ía por lá passar.

    Das 10h às 12h30.

    Falei com a manhã, falei com o tempo e pedi o relógio.
    Todos me disseram que não.

    Foi assim, um fim-de semana a começar como se fosse perfeito, que percebi que continuo a estar no local errado, há hora errada, por muito boa companhia que tenha.

    Como é que eu não soube de nada antes?

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges