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Prémio Nobel de 2012 responde aos seus críticos

Quando foi anunciada a atribuição do Nobel de Literatura a Mo Yan, não faltou quem o acusasse de alinhamento com o governo chinês e falta de solidariedade para com os artistas perseguidos, presos ou forçados ao exílio pelo regime de Pequim. Agora, o autor de Mudança, numa rara entrevista, defende-se desses ataques.

Atenção, pynchonianos

Eis uma daquelas notícias que nos deixam de água na boca. Thomas Pynchon tem novo romance anunciado para Setembro: Bleeding Edge, uma narrativa passada em 2001, entre o rebentar da bolha especulativa das dotcom e os «terríveis acontecimentos» do 11 de Setembro.

A Europa em risco

«L’Europe n’est pas en crise, elle est en train de mourir. Pas l’Europe comme territoire, naturellement. Mais l’Europe comme Idée. L’Europe comme rêve et comme projet.» Um manifesto em defesa da Europa, assinado por escritores europeus: Salman Rushdie, Claudio Magris, Antonio Lobo Antunes, Fernando Savater, Julia Kristeva, Juan-Luis Cebrian, Vassilis Alexakis, Umberto Eco e Bernard-Henri Lévy, entre outros.

As mulheres que dominaram a edição britânica em 2012

Para o The Guardian, são seis: Hilary Mantel, J.K. Rowling, Kate Mosse (não confundir com a supermodelo), Julia Donaldson, Amanda Hocking e E.L. “50 Shades” James.

Bad Sex Awards 2012

É cada um pior do que o outro. E as Cinquenta Sombras de Grey nem sequer conseguiram chegar à shortlist.

Junot Díaz, um perfil

Na revista New York, a poucas semanas de ser lançado o seu novo livro de contos: This Is How You Lose Her (Riverhead Hardcover).

Piada do ano

Encontrei-a neste artigo do Guardian. É uma frase do inenarrável Paulo Coelho: «One of the books that caused great harm was James Joyce’s Ulysses, which is pure style. There is nothing there.» É como se o Quim Barreiros atacasse o vazio atonal do Pierrot Lunaire de Schoenberg. Ou Tomás Taveira considerasse as casas demasiado sóbrias de Frank Lloyd Wright um atentado à arquitectura. Ou Yannick Djaló sugerisse que as fintas de Diego Maradona deram cabo do futebol, por serem «puro estilo» e no fundo não servirem para nada.

O efeito Amazon

«(…) In 1995, the year Bezos, then 31, started Amazon, just 16 million people used the Internet. A year later, the number was 36 million, a figure that would multiply at a furious rate. Today, more than 1.7 billion people, or almost one out of every four humans on the planet, are online. Bezos understood two things. One was the way the Internet made it possible to banish geography, enabling anyone with an Internet connection and a computer to browse a seemingly limitless universe of goods with a precision never previously known and then buy them directly from the comfort of their homes. The second was how the Internet allowed merchants to gather vast amounts of personal information on individual customers. (…)»

Eis um excelente artigo de Steve Wasserman sobre o cada vez maior poder da Amazon e a forma como este gigante está a moldar o futuro da produção e comercialização do livro.

Era uma vez uma Arca de Noé com livros em vez de animais

Brewster Kahle começou por criar um projecto de armazenamento de todas as páginas existentes na World Wide Web (Internet Archive). Agora, quer fazer o mesmo com os livros físicos, juntando um exemplar de cada livro publicado numa série de armazéns gigantes, em Richmond, California. «We want to collect one copy of every book», diz ele. «If the Library of Alexandria had made a copy of every book and sent it to India or China, we’d have the other works of Aristotle, the other plays of Euripides. One copy in one institution is not good enough.» Reportagem completa no The New York Times.

Rancière pré-eleitoral

Agora que já se conhecem os resultados da primeira volta das eleições presidenciais francesas, vale a pena ler esta entrevista do filósofo Jacques Rancière (dada ao Nouvel Observateur, a meio da semana passada) sobre os limites da democracia representativa.

Junot Díaz na New Yorker

O autor de A Breve e Assombrosa Vida de Oscar Wao é o ficcionista da semana na revista onde escrevem os melhores ficcionistas norte-americanos. O conto, Miss Lora, começa assim:

«Years later, you would wonder if it hadn’t been for your brother would you have done it? You’d remember how all the other guys had hated on her — how skinny she was, no culo, no titties, como un palito, but your brother didn’t care. I’d fuck her.
You’d fuck anything, someone jeered.»

Do prazer da releitura

Quinze autores anglo-saxónicos (entre os quais John Banville, John Gray, Hilary Mantel, Geoff Dyer, Philip Hensher) falam dos livros que mais releram, ou relêem, e porquê.

ONG italiana considera a ‘Divina Comédia’ de Dante “ofensiva e discriminatória”

Pois é, pois é. E os Lusíadas, hem? Também não me parece que sejam lá muito politicamente (e historicamente) correctos. Vamos banir Camões do ensino público?

As histórias de Macondo, agora em e-book

Na próxima terça-feira, dia em que Gabriel García Márquez completa 85 anos, será publicada a primeira versão electrónica de Cem Anos de Solidão, cuja edição original faz 45 anos. Mas há mais efemérides em torno de Gabo: 60 anos sobre o conto de estreia e 30 sobre a atribuição do Nobel. A propósito destas múltiplas celebrações, o El País organizou um interessante dossier.

Por amor aos livros

«During the Bosnian war, a group of men and women risked their lives to rescue thousands of irreplaceable Islamic manuscripts – and preserve a nation’s history. Amid bullets and bombs, this handful of passionate book-lovers safeguarded more than 10,000 unique, hand-written antique books and documents – the most important texts held by Sarajevo’s Gazi Husrav Beg Library, founded in 1537.»

“Alguns fantasmas nunca desaparecem”

No site da BBC, Alan Moore escreve sobre o uso que os indignados do mundo inteiro têm feito da máscara de Guy Fawkes, um símbolo da rebelião contra o poder que ele elevou a ícone da cultura popular na novela gráfica V for Vendetta (publicada em 1982, no auge do consulado de Margaret Thatcher). Eis um excerto:

«Our present financial ethos no longer even resembles conventional capitalism, which at least implies a brutal Darwinian free-for-all, however one-sided and unfair. Instead, we have a situation where the banks seem to be an untouchable monarchy beyond the reach of governmental restraint, much like the profligate court of Charles I.
Then, a depraved neglect of the poor and the “squeezed middle” led inexorably to an unanticipated reaction in the horrific form of Oliver Cromwell and the English Civil War (…).
Today’s response to similar oppressions seems to be one that is intelligent, constantly evolving and considerably more humane, and yet our character’s borrowed Catholic revolutionary visage and his incongruously Puritan apparel are perhaps a reminder that unjust institutions may always be haunted by volatile 17th century spectres, even if today’s uprisings are fuelled more by social networks than by gunpowder.
Some ghosts never go away.
As for the ideas tentatively proposed in that dystopian fantasy thirty years ago, I’d be lying if I didn’t admit that whatever usefulness they afford modern radicalism is very satisfying.»

A grande machadada

E o vencedor do Hatchet Job of the Year é… Adam Mars-Jones, pela crítica demolidora que fez ao romance By Nightfall, de Michael Cunningham (editado em Portugal pela Gradiva, com o título Ao Cair da Noite).

Era uma vez um Grufalão

Radiografia de um dos livros infantis mais lidos e relidos lá por casa.

E se a euforia à volta da auto-publicação digital não passar de uma bolha especulativa?

Eis uma dúvida a que Ewan Morrison procura dar resposta, no The Guardian. Um excerto:

«All of this ebook talk is becoming a business in itself. Money is being made out of thin air in this strange new speculative meta-practice: there are seminars, conferences and courses springing up everywhere, even at the Society of Authors (a writers’ union which, until recently, was largely against epublication). Television and radio programmes are being made about self-epublishing (I’ve personally been asked to speak about it on 12 occasions since August). Everyone can be a writer now: it only takes 10 minutes to upload your own ebook, and according to the New York Times “81% of people feel they have a book in them … And should write it”.
But all of this gives me an alarming sense of deja vu. There’s another name for what happens when people start to make money out of speculation and hype: it’s called a bubble. Like the dotcom bubble, the commercial real estate bubble, the subprime mortgage bubble, the credit bubble and the derivative trading bubble before it, the DIY epublishing bubble is inflating around us. Each of those other bubbles also saw, in their earliest stages, a great deal of fuss made over a “new” phenomenon, which was then over-hyped and over-leveraged. But speculation, as we’ve learned at our peril, is a very dangerous foundation for any business. And when the epub bubble bursts, as all previous bubbles have done, the fall-out for publishing and writing may be even harder to repair than it is proving to be in the fields of mortgages, derivatives and personal debt. Because this bubble is based on cultural, not purely economic, grounds.»

O texto completo pode ser lido aqui.

Sinal dos tempos

O La Tribune deixa hoje de se publicar em papel, passando a existir exclusivamente em formato digital. Prenúncio de uma mudança que afectará o resto da imprensa? Creio que sim. E temo bem que aconteça mais depressa do que imaginamos.

Every poet needs a Virgil

The mystery of poetry editing.

Diz Alain de Botton:

«The nirvana would be if the questions raised by Oprah Winfrey would be answered by the faculty at Harvard»

Regresso a Buenos Aires

Um breve diário de Ricardo Piglia, no suplemento Babelia do El País.

Uma vida de escrita

Edmund White ao The Guardian: «From an early age I had the idea that writing was truth-telling. It’s on the record. Everybody can see it. Maybe it goes back to the sacred origins of literature – the holy book. There’s nothing holy about it for me, but it should be serious and it should be totally transparent.»

‘Creative Writing’

Um conto de Etgar Keret (escritor israelita, autor de O Motorista de Autocarro Que Queria Ser Deus, AMBAR, 2004), publicado na edição desta semana da revista The New Yorker.

Trocas de livros nas estações de metro e comboio londrinas

«Boris Johnson, the London mayor, agreed to look into the possibility of establishing a network of book swaps in the capital’s 700 tube and train stations, in response to an idea put forward by Chris Gilson, a political researcher at the London School of Economics, who has already set up a pilot scheme for communal book sharing in his local station, West Ealing.»

Que fazer quando se descobre que um amigo é escritor?

Rebecca Rosenblum explica.

Conrad ao palco

O Coração das Trevas, agora em versão operática.

E o vencedor do Man Booker Prize 2011 é…

Julian Barnes. Só podia ser. Prémio justíssimo. À quarta foi de vez.

Escolher o Nobel da Literatura é difícil

Já imaginávamos, claro. Mas Peter Englund, o secretário permanente da Academia Sueca, confirma num dos podcasts do The Guardian.

Estirpe de romancistas

No Babelia desta semana, o escritor mexicano Carlos Fuentes escreve «sobre a história e a evolução da narrativa latino-americana» e partilha o que considera ser o respectivo cânone de escritores e obras fundamentais do século XX e do século XXI.
Ainda no suplemento cultural do El País, vale a pena ler a recensão elogiosa de Santiago Gamboa ao mais recente romance de Michel Houellebecq (O Mapa e o Território, prestes a ser lançado por cá pela Objectiva) e a resposta de Alberto Manguel, que não compreende o entusiasmo de tantos «leitores inteligentes» com a «burocracia vitalícia» da obra do francês.

História de um rebelde

Na edição desta semana da New Yorker, Daniel Mendelsohn, autor de Os Desaparecidos, escreve sobre a «breve carreira» de Rimbaud e assume que o facto de ter descoberto tardiamente o poeta (quase sempre avassalador para quem o começa a ler na adolescência) o impediu de ser arrebatado («swept away») pelos versos das Illuminations. O magnífico texto é acompanhado por uma não menos magnífica ilustração de André Carrilho:

Dez livros sobre futebol (britânico)

Uma escolha de Anthony Clavane, no The Guardian. Destes todos, começaria sempre por The Unfortunates, o experimentalista «book-in-a-box», de B.S. Johnson.

E que tal um livrinho à prova de água?

Pelos vistos, já faltou mais.

Nova Iorque, poetas e martinis

Santiago Gamboa faz hoje, no suplemento Babelia, uma aproximação alcoólica e literária à Big Apple, envolvendo um poema de Dorothy Parker, os braços tatuados com frases de Kurt Vonnegut de uma empregada de mesa e a descoberta de uma elegia de Marya Zaturenska, batida à máquina numa Remington e escondida numa edição de Catulo à venda por um dólar num alfarrabista.

A Semana dos Livros Banidos chega ao YouTube

«For Banned Books Week (Sept. 24-Oct. 1) this year, booksellers and their customers can proclaim their support for free speech on the Internet by joining a worldwide read-out of banned and challenged books. For many years, Banned Books Week has featured readings from challenged titles in bookstores and libraries. This year people can participate no matter where they are–in bookstores, libraries and their own homes–by posting a video of themselves reading their favorite banned book on a special YouTube channel.»

O regresso de Maurice Sendak

Ao fim de 30 anos, Maurice Sendak volta a publicar um livro em que assina tanto as ilustrações como o texto. É Bumble-Ardy, a história de um porco que só tem a sua primeira festa de aniversário ao cumprir nove primaveras. A propósito desta nova obra, com lançamento previsto para 6 de Setembro, a Vanity Fair publicou um perfil de Sendak, escrito por Dave Eggers (o autor de O Sítio das Coisas Selvagens, romance construído a partir do clássico Where the Wild Things Are) e fotografado por Annie Leibovitz.

Alugar livros escolares no Kindle

De uma notícia na Bookseller:

«Amazon.com is giving students the ability to rent textbooks on Kindle e-readers. The company said students can save up to 80% off textbook prices with the new initiative (…). Dave Limp, vice-president at Amazon Kindle, said: “We’ve done a little something extra we think students will enjoy. Normally, when you sell your print textbook at the end of the semester you lose all the margin notes and highlights you made as you were studying. We’re extending our Whispersync technology so that you get to keep and access all of your notes and highlighted content in the Amazon Cloud, available anytime, anywhere, even after a rental expires.”»

Por enquanto, este serviço está apenas disponível para estudantes americanos, mas o conceito parece-me promissor.

Hemingway e Cézanne

«En un fragmento eliminado de su relato El gran río de los dos corazones, Ernest Hemingway escribía a propósito de su alter ego: “Quería escribir como pintaba Cézanne. Cézanne empezaba por emplear todos los trucos. Luego lo descomponía todo y construía la obra de verdad. Era un infierno… Quería… escribir sobre el campo de forma que quedase plasmado como había conseguido Cézanne con su pintura… Le parecía casi un deber sagrado”. En su remembranza de sus primeros años en París, París era una fiesta, Hemingway escribió también sobre la influencia que había tenido en él el pintor francés cuando estaba aprendiendo su oficio: “Estaba aprendiendo de la pintura de Cézanne algo que hacía que escribir simples frases verdaderas no fuera suficiente, ni mucho menos, para dar a los relatos las dimensiones que yo quería darles. No sabía expresarme lo bastante bien como para explicárselo a nadie. Además, era un secreto”.
El secreto estaba en las pinceladas de Cézanne, cada una abierta y de textura visible, con repeticiones y variaciones sutiles, cada una llena de algo parecido a la emoción, pero una emoción profundamente controlada. Cada pincelada trataba de captar la mirada y retenerla y, al mismo tiempo, construir una obra más amplia, en la que había riqueza y densidad, pero también mucho de misterioso y oculto. Eso es lo que Hemingway quería hacer con sus frases. Después de contemplar la obra de Cézanne por primera vez en Chicago, luego en los museos de París y en casa de su amiga Gertrude Stein, lo que deseaba era seguir el ejemplo de esta última y escribir frases y párrafos a primera vista simples, llenos de repeticiones y variaciones extrañas, cargados de una especie de electricidad oculta, llenos de una emoción que el lector no podía encontrar en las propias palabras, porque parecía vivir en el espacio entre ellas o en los repentinos finales de algunos párrafos determinados.»

Início de um texto de Colm Tóibín, publicado na edição desta semana do suplemento Babelia, do El País.

Lydia Davis sobre a tradução de Rimbaud feita por Ashbery

Num dos últimos números da New York Times Book Review, Lydia Davis publicou uma magnífica abordagem crítica à edição americana das Illuminations de Rimbaud, traduzidas pelo poeta John Ashbery.
Eis um excerto:

«In a meticulously faithful yet nimbly inventive translation, Ashbery’s approach has been to stay close to the original, following the line of the sentence, retaining the order of ideas and images, reproducing even eccentric or inconsistent punctuation. He shifts away from the closest translation only where necessary, and there is plenty of room within this close adherence for vibrant and less obvious English word choices. One of the pleasures of the translation, for instance, is the concise, mildly archaic Anglo-Saxon vocabulary he occasionally deploys — “hued” for teinte and “clad” for revêtus, “chattels” for possessions — or a more particular or flavorful English for a more general or blander French: “lush” for riches, “hum of summer” for rumeur de l’été, “trembling” for mouvantes.
Even a simple problem reveals his skill. In one section of the poem “Childhood,” there occurs the following portrayal of would-be tranquillity: “I rest my elbows on the table, the lamp illuminates these newspapers that I’m a fool for rereading, these books of no interest.” The two words sans intérêt (“without interest”) allow for surprisingly many solutions, as one can see from a quick sampling of previous translations. Yet these other choices are either less rhythmical than the French — “uninteresting,” “empty of interest” — or they do not retain the subtlety of the French: “mediocre,” “boring,” “idiotic.” Ashbery’s “books of no interest” is quietly matter-of-fact and dismissive, like the French, rhythmically satisfying and placed, like the original, at the end of the sentence.»

Convém lembrar que Davis, além de uma excepcional ficcionista, também se tem destacado como tradutora, precisamente do francês. Depois de ter vertido para inglês o primeiro volume da Recherche, de Proust, ganhou recentemente um prémio da French-American Foundation pela tradução de Madame Bovary, de Flaubert, em 2010.
Numa troca de e-mails com os editores da New York Times Book Review, Davis descreveu o modo como encara o seu trabalho de tradutora:

«A single work involves often hundreds of thousands of minute decisions. Many are inevitably compromises. The ideal translation would result in an English that perfectly replicated the original and at the same time read with as much natural vigor as though it had been born in English. But in reality the finished translation is likely to be more uneven — now eloquent, now pedestrian, now a perfect replication, now a little false to the original in meaning or rhythm or syntax or level of diction. A careful weighing of the many choices involved can nevertheless result in a wonderful translation. But great patience and of course great skill in writing are essential, not to speak of a good ear and a deep understanding of the original text.»

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«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges