A ‘kakutanização’ de Martin Amis

Michiko Kakutani, a principal crítica literária do New York Times, é uma espécie de instituição cultural americana. Odiada pela maior parte dos escritores (sobretudo os consagrados, que ela parece fazer questão de massacrar), temida pelos editores, Kakutani tornou-se uma espécie de oráculo violento e mal-disposto que muita gente relativiza mas ninguém deixa de ler. Da longa lista das suas vítimas constam nomes como os de Norman Mailer (que a apelidou de kamikaze das letras), Tom Wolfe, Don DeLillo, Margaret Atwood, Susan Sontag, John Updike (um cliente regular), Jonathan Franzen, Nick Hornby, Nicholson Baker, Salman Rushdie, Jonathan Safran Foer, etc., etc., etc. Quando um romance leva uma sova brutal da senhora, tipo o tratamento que Vasco Pulido Valente deu a Miguel Sousa Tavares quando este publicou O Rio das Flores, diz-se que o livro foi kakutanizado. Por exemplo, a kakutanização de A Viúva Grávida, de Martin Amis (publicado em Portugal pela Quetzal), aconteceu no início desta semana.



Comentários

Comments are closed.

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges