Contra a elefantíase literária
«Whatever happened to brevity? Once upon a time, it was not just the soul of wit, there was a strong literary preference for the shorter book, from Utopia to Heart of Darkness. More recently, The Great Gatsby, for my money the greatest novel in English in the 20th century, comes in at under 60,000 words, a miracle of compression. The novels of that great triumvirate – Waugh, Greene and Orwell – average 60-70,000 words apiece; even 1984 is not much over 100,000 words.
That neglected genius, Robert Louis Stevenson, used to say: “The only art is to omit.” In a letter to a friend, he declared – in words that should be nailed over every writer’s desk – “If there is anywhere a thing said in two sentences that could have been as clearly and engagingly said in one, then it’s amateur work.”
If it’s a choice between the tight-lipped or the windbag, give me the aphorist every time. Most novels do very well at about 250 pages or fewer. Seriously, what history or biography needs to exceed 500 pages?»
O artigo completo de Robert McCrum, publicado no The Observer, pode ser lido aqui.
Comentários
2 Responses to “Contra a elefantíase literária”
- Maravilhas da paternidade em 22 de Maio de 2012
- Com a cabeça debaixo do braço em 22 de Maio de 2012
- Prémio Camões para Dalton Trevisan em 21 de Maio de 2012
- Residências literárias em 21 de Maio de 2012
- Melancólicas criaturas em 20 de Maio de 2012
- Primeiros parágrafos em 20 de Maio de 2012
- Um rato através da anaconda em 20 de Maio de 2012
- Os reflexos do mal em 19 de Maio de 2012
- O que aí vem (Esfera do Caos) em 19 de Maio de 2012
- Camané no ‘Avenida de Poemas’ em 18 de Maio de 2012


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Ainda bem que Tolstói ou Joyce não pensaram assim. Parece-me uma opinião demasiado redutora (non pun intended) do que é literatura.
Olá Zé Mário então essa grande S. Paulo. Percebi ontem que a proclamação da República no Brasil tinha sido a 15 de Novembro de 1889, o mesmo dia do nascimento do meu filho. E eu que temia que ele tivesse inclinações Monárquicas.
Acabei de ler a “Viagem ao fim da Noite” do Céline e acho que o livro poderia ter continuado para lá das 600, mas também poderia ter terminado nas 250 que continuaria a ser um grande livro.
Acho muito difícil escrever de uma assentada 600 páginas interessantes. E os ´bons exemplos que conheço (estou a reler o D. Quixote com o meu filho) são de escritores que dedicaram muitos anos a maturar o texto, por vezes metade da vida e não é uma simples verborreia ou guião de uma tetralogia de cinema.
Abraço
tiago patricio