Eis o tipo de previsão que geralmente falha

Segundo Umberto Eco, «os livros electrónicos não vão durar 10 anos».



Comentários

5 Responses to “Eis o tipo de previsão que geralmente falha”

  1. andré on Junho 22nd, 2010 9:13

    ele é capaz de ter razão. ou aquela merda apanha humidade; ou alguma corrosão nos circuitos; ou algum pingo de solda ficou mal feito e aquilo deixa de funcionar; ou aquilo cai ao chão e estraga-se; ou há um curto-circuito; ou fica perfeitamente obsoleto e tem(?) que se comprar um novo; …

  2. csd on Junho 22nd, 2010 11:28

    folgo em saber…eheh!

    o livro é insusbstituível a não ser para quem os odeia.

    csd

  3. Jonas on Junho 22nd, 2010 22:15

    André, pelo que vejo, a tecnologia daqui a nada estará além da capacidade de regeneração da cauda do lagarto; isto é, cai o e-reader e aumenta-lhe a memória uns quantos Gb; apanha humidade, reformulam-se os advérbios dos livros lá dentro carregados; um curto-circuito alarga a banda até descarregar os elefantes todos de África em poucos segundos; sei lá que mais… o aparelho pode vir a perceber que lemos o texto a uma velocidade desadequada, pode então vir a ser programado para ler por nós. Não escrevi “ler para nós”, foi mesmo como está.
    Penso também que o senhor Eco não deve ter uma grande carteira de clientes, para por eles investir na bolsa de valores. Mas, como em quase tudo, posso estar enganado.

  4. Fabio on Junho 23rd, 2010 3:19

    um pouco de calma… pensemos em livros técnicos, profissionais. Manuais universitários, códigos de leis; material científico. Para eles, não vejo óbice a sua inteira dominação pelos livros eletrônicos.
    Obras literárias, de fato, não as imagino além do papel. Mas tenho a impressão de que alguém, há alguns séculos, deve ter dito que nada substituiria o rolo de papiro…

  5. joão viegas on Junho 23rd, 2010 11:12

    Admito que sim.

    No entanto, você esquece-se de citar outras afirmações, na entrevista, que vão no mesmo sentido e que não deixam de ter uma grande pertinência.

    A paginas tantas, Eco diz (cito de memoria) : àqueles que vaticinam o desaparecimento do livro em papel nos proximos 5 anos costumo responder : deixem o livro em paz, que ja ca anda ha uns bons séculos, e tratem antes de me arranjar um leitor de disquetes, daquelas que se usavam ha 10 anos !

    Nem mais. So quem saiu agora mesmo da escola é que não fez a experiência : ter um trabalho arquivado em disquette e NAO SER POSSIVEL recupera-lo, a não ser escaneando !!!

    O livro, como maior parte das coisas teimosas e de ma raça, ainda esta ca por muito tempo. Pode ser é que volte ao seu publico “natural” (os leitores, ou seja uma infima minoria das pessoas que possuem livros) e que a industria do livro deixe de estar poluida pelos mercadores de sebentas.

    Isso sim, ja acredito…

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges