Livros que não acabamos de ler

No Babelia, o escritor colombiano Santiago Gamboa evoca os seus livros interrompidos. Mas refere-se apenas aos bons. Aos maus, reserva o pertinente parágrafo final:

«Releo y noto que no me he referido a los libros malos. En mi experiencia de lector hay dos tipos de libros malos: los que son, por decirlo así, intrínsecamente malos e insuficientes, y los que lo son de un modo correcto, con una estructura bien apuntalada. Hay libros malos que están muy bien escritos y éstos a la larga son los peores, pues suelen tener muchos lectores que creen que la lectura fácil es la verdadera literatura. Los editores los llaman “literatura comercial de calidad”. Estos libros, más que no acabarlos, lo que se debe hacer es jamás empezarlos.»



Comentários

3 Responses to “Livros que não acabamos de ler”

  1. José Catarino on Janeiro 26th, 2010 12:05

    O problema é que qualquer avaliação, sobretudo na literatura, é sempre fortemente subjectiva e, a história comprova-o, falível. Por outro lado, as críticas nem sempre parecem isentas e desinteressadas… Assumindo que na literatura ninguém tira o lugar a ninguém (Saramago), há espaço e leitores para todos. Uma coisa será, assim, valorizar os nossos gostos, defendendo-os, outra, bem diferente, querer impor aos outros as nossas preferências, Tarefa inútil, porque cada qual lê o que bem entende. Nada me incomoda que os meus alunos leiam as histórias da moda, embora os tente persuadir a ler outras coisas, sempre acreditando que mais vale ler “literatura comercial de calidad” do que não ler nada.

  2. aaaaaaaaaaa on Janeiro 26th, 2010 15:00

    então um histórico da blogosfera em Portugal, como é Luís Carmelo, retoma o seu blog ao fim de anos de interrupção e ninguém reage??

  3. José Mário Silva on Janeiro 26th, 2010 16:31

    Já reagi, aaaaaaaa, já reagi. E não reagi antes porque não me tinha ainda apercebido do regresso. Obrigado pela dica.

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges