Máquinas de escrever

Simenon, diz-se, era um escritor capaz de escrever em qualquer lugar a uma velocidade vertiginosa. Lembro-me de ter lido algures que ele chegou a subir a um palco onde, para espanto do público que se ia revezando na plateia, dactilografou um romance inteiro da primeira à última página (mas isto é capaz de ser lenda). Na mesma linha, embora com menor fúria criativa, parece estar Alain de Botton, que se instalou no novo Terminal 5 do aeroporto de Heathrow para redigir, in loco, um livro numa semana.



Comentários

2 Responses to “Máquinas de escrever”

  1. Francisco José Viegas on Agosto 24th, 2009 11:48

    Não é lenda, não: o episódio vem contado na biografia de Simenon, de Pierre Assouline: era uma caixa de vidro onde Simenon se instalou para escrever um livro à vista de toda a gente.

  2. José Mário Silva on Agosto 24th, 2009 16:23

    OK, Francisco, ainda bem que confirmas. Havia qualquer coisa de Houdini em Simenon, mas um Houdini discreto (perdoem-me o oxímoro).

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges