Será Franzen o grande romancista americano do nosso tempo?

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A Time acha que sim. Pela primeira vez numa década, a famosa revista de cercadura vermelha escolheu para a capa um escritor vivo: Jonathan Franzen, 51 anos (completados amanhã), que publicou As Correcções (Dom Quixote) em 2001 e só agora regressa ao romance com Freedom, a lançar no fim do mês. O entusiasmo da newsmagazine vai ao ponto de lhe chamar “Great American Novelist”, um epíteto reservado habitualmente para os monstros sagrados, como Hemingway, Faulkner ou Scott Fitzgerald. Ao justificar a escolha, Lev Grossman não parece ter dúvidas: «Franzen isn’t the richest or most famous living American novelist, but you could argue — I would argue — that he is the most ambitious and also one of the best.» Vá lá: «one of the best» e não «the best». Ainda assim, a aposta é no mínimo discutível e já está a animar os sites e blogues sobre livros nos EUA.



Comentários

5 Responses to “Será Franzen o grande romancista americano do nosso tempo?”

  1. RC on Agosto 16th, 2010 17:38

    Cormac McCarthy!

  2. Fabio on Agosto 16th, 2010 21:21

    Desculpem meu conservadorismo: Philip Roth

  3. José on Agosto 17th, 2010 7:39

    Sem dúvida, o Pedro Mexia

  4. O desconforto de Franzen | Bibliotecário de Babel on Agosto 18th, 2010 18:42

    […] momento em que é falado em todos os cantos da blogosfera literária mundial, por ter aparecido na capa da edição desta semana da revista Time, Jonathan Franzen não esconde o desconforto perante tamanha exposição mediática (um desconforto […]

  5. Hype, modo de usar | Bibliotecário de Babel on Agosto 25th, 2010 18:17

    […] está cada vez mais transformado na grande notícia da rentrée literária global. Depois da capa da Time (onde o apelidam de «great american novelist»), houve a notícia de que Obama teria escolhido o […]

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges