Tomás Eloy Martínez por Ariel Dorfman

«No lo volvería a ver hasta 1978 cuando visité Caracas, donde él había buscado, finalmente, refugio. Y ahí conversamos acerca de la maldición eterna que parecía rondar a nuestro continente y cómo nuestra literatura tenía que acompañar, desde sus preguntas y dudas y feroz ensueño, cualquier proceso de liberación. Si no podíamos evitar la violencia sobrecogedora, era posible, por lo menos, exorcizarla por medio de palabras que no mintieran, podíamos traer a la literatura a los grandes excluidos de la historia a través de sus mitos.»

Uma evocação do escritor argentino que morreu no último dia de Janeiro.



Comentários

2 Responses to “Tomás Eloy Martínez por Ariel Dorfman”

  1. maria manuel viana on Fevereiro 6th, 2010 19:32

    na minha mesa de trabalho, dois tomás eloy martínez, a novela de péron, de 85, e este último, que só poderia chamar-se purgatório – desde o verão, quando o li, que a emilia dupuy entrou na minha vida, daquela forma estranha que algumas personagens o fazem, misturando-se com as minhas próprias personagens, mas só agora, que sei que ele morreu, percebo que foi assim desde o primeiro livro, santa evita, que foi com os olhos dele que fui ao cemitério de la recoleta e vi o túmulo imponente do general aramburu,com os leões e as águias, e o modestíssimo jazigo de evita, lá no fundo, atrás de umas grades de aço em que estavam pendurados um raminho de flores murchas e uma boneca de plástico, e agora dói-me não ter sabido dizer-lhe como gostei dos seus livros, tanto, na única vez em que o vi, em lisboa, a receber o prémio por o voo da rainha, e que apesar de ele o ter escrito não é verdade, a morte nunca será um lugar comum.
    MM

  2. Gerana Damulakis on Fevereiro 7th, 2010 2:49

    Fiz homenagem no Leitora, sou fã da literatura de Martínez, principalmente A mão do amo e, mais ainda, Purgatório.

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges