Uma verdadeira cacha

O diário The Cleveland Plain Dealer conseguiu esta semana um daqueles furos jornalísticos que merecem ser comemorados com várias caixas de champanhe: nem mais nem menos do que a primeira entrevista de Bill Watterson, criador de Calvin & Hobbes, em quase 20 anos. Depois de pôr fim à genial tira do miúdo de seis anos e seu tigre de peluche em 1995, no auge da fama e do reconhecimento crítico, Watterson tornou-se um recluso à la Salinger, com aparições públicas reduzidas ao mínimo dos mínimos. Por isso, as seis perguntas enviadas via e-mail por John Campanelli (que até nem são especialmente boas) representam um triunfo para o jornalista.
O que eu gostava mesmo de saber, porém, era outra coisa: a história de Campanelli. Como é que ele chegou à espectacular cacha? De que forma é que se dá a volta a um autor tão avesso ao contacto com a imprensa?



Comentários

3 Responses to “Uma verdadeira cacha”

  1. LR on Fevereiro 4th, 2010 12:33

    Por vezes, acontecem coisas destas, sem sequer terem grande explicação. Estranhamente, atá já me aconteceu entabular uma curtíssima “conversa” com Thomas Pynchon, através da sua mulher…

  2. José Mário Silva on Fevereiro 4th, 2010 14:07

    Ó LR, explica lá melhor isso. Que “conversa” foi essa?

  3. cris on Fevereiro 5th, 2010 10:42

    Sim, LR, não nos deixe assim em suspenso…
    (E o Rogério Casanova, saberá disso?)

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges