Vasco Graça Moura vai ser editor consultivo da ‘International Literary Quarterly’
A notícia é dada no blogue da revista:
«The Editors of The International Literary Quarterly are delighted to announce that Vasco Graça Moura, the Portuguese poet who has authored many collections including Uma carta no inverno, Testamento de VGM and Laocoonte, Rimas Várias, Andamentos Graves, who has translated Dante’s La Divina Commedia, and the complete sonnets of Shakespeare into English, in addition to translations of work by writers such as Gottfried Benn, Seamus Heaney, Petrarch, Rilke, and who was a Member of the European Parliament for the Social Democratic Party-People’s Party Coalition, has kindly agreed to act as a Consulting Editor of the review with effect from Issue 8.»
[via blogue da Ler, que por sua vez soube disto via twitter de José Afonso Furtado]
Comentários
3 Responses to “Vasco Graça Moura vai ser editor consultivo da ‘International Literary Quarterly’”
- Por uma Esquerda que não permaneça, de braços caídos, passiva e mole, a assistir ao colapso de todas as suas conquistas em 16 de Maio de 2012
- Carlos Fuentes (1928-2012) em 16 de Maio de 2012
- Noites do ‘Mauritânia’ em 15 de Maio de 2012
- As praias do Arizona em 15 de Maio de 2012
- Balanço da Feira do Livro em 14 de Maio de 2012
- O que aí vem (Cavalo de Ferro) em 14 de Maio de 2012
- A ‘Leitura Furiosa’ em voz alta em 13 de Maio de 2012
- Primeiros parágrafos em 13 de Maio de 2012
- Queres que te faça um desenho? em 13 de Maio de 2012
- A última noite do mundo em 12 de Maio de 2012


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VGM traduziu para inglês os sonetos de Shakespeare? Julgava que um feito desses só estava ao alcance de Pierre Ménard e dos seus epígonos. (Pierre Ménard, recorde-se, empreendeu a tradução do Dom Quixote para castelhano, mas parece não ter completado a tarefa.) Sugiro ao ilustre poeta e tradutor, como próximo desafio (se as suas tarefas como editor consultivo do International Literary Quarterly lhe deixarem tempo para tanto), a tradução para português de uma selecção pessoal dos melhores poemas portugueses de sempre, e a publicação dessa antologia numa luxuosa edição bilingue (em português e em português).
Zangado com o famigerado acordo ortográfico, VGM vai pregar para outras bandas. Porreiro pá!
Eu sinto grande orgulho no reconhecimento de que Vasco Graça Moura é alvo, através deste convite. Apesar de não ter nada em comum com ele a não ser, talvez, o amor aos livros e à língua portuguesa. Mas entristece-me que os primeiros, e únicos, comentários a esta notícia sejam imediatamente no sentido do menosprezo.