Hermenêutica das primeiras páginas dos jornais desportivos (2)

Afinal o jogo Fiorentina-Sporting trocou-me as voltas (em todos os sentidos). Não houve naufrágio nem milagre caído do céu nos últimos segundos. Apenas uma partida disputada taco-a-taco com uma das melhores equipas italianas, que caiu para o lado deles como podia ter caído para o nosso. Eliminado ao fim de dois empates (o primeiro dos quais no seguimento de uma das arbitragens mais vergonhosas de que me recordo, a fazer lembrar um certo Alemanha-Portugal dirigido por Marc Batta), o Sporting não sai da Champions pela porta dos fundos, como no ano passado, após as goleadas infligidas pelo Bayern Munique. Além disso, a equipa voltou a mostrar que pode ser uma equipa. É uma questão de tempo. Tempo que eu ainda estou disposto a dar a Paulo Bento, mas a maior parte dos adeptos nem por isso.
Ora, com uma eliminação assim, agridoce, os fazedores de títulos tiveram que guardar a grandiloquência na gaveta. E o resultado foi este:


No Record, ainda há um resquício do título preparado para a eventualidade do naufrágio, mas com um toque de esperança (o massacre de Paulo Bento fica guardado para uma próxima oportunidade)


De A Bola nem vale a pena falar. O órgão não-oficial do Sport Lisboa e Benfica comporta-se como aquilo que toda a gente sabe que é: justamente o órgão não-oficial do Sport Lisboa e Benfica. Onde é que está a ERC quando precisamos dela?


O Jogo é que tem uma manchete construtiva: apesar da eliminação, há de facto bons sinais (a aposta nos jogadores formados no clube).



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«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges