Olhando para a frente

«Não há volta a dar: o futuro é digital. Editores e bibliotecários estão a viver num limbo, entre o passado analógico e o futuro electrónico. E como ainda ninguém resolveu o problema da preservação dos textos em formato digital, há riscos. Como será daqui a 20 anos?» Em Paraty, Isabel Coutinho ouviu algumas respostas para esta pergunta.



Comentários

2 Responses to “Olhando para a frente”

  1. Luís Rodrigues on Setembro 21st, 2010 21:16

    “[…] ainda ninguém resolveu o problema da preservação dos textos em formato digital […]”

    Jesus Christ on a unicycle. Não há redundância de dados? Não há gravações em suporte óptico invulnerável a danos de origem electromagnética? Não há algoritmos de hashing e comparação para detectar alterações, propositadas ou acidentais nos ficheiros de texto? E qual é o sistema, passado, presente ou futuro, que terá incompatibilidades com formatos de texto simples?

    Mas vamos supor que a Isabel Coutinho não percebe nada de tecnologia (hmmm!) nem tem obrigação de perceber. Como é possível que ainda assim afirme que a preservação de ficheiros em formato digital não foi resolvida sabendo, por exemplo, a tenacidade com que as indústrias cinematográfica e musical andam há anos a tentar acabar com as trocas ilegais de ficheiros sem resultado à vista? Uma série de comícios nazis no mesmo intervalo de tempo teria dado cabo de edições inteiras em papel com muito mais eficácia, e fumo suficiente para dar cancro do pulmão a toda a gente duas vezes por ano.

    E por aqui me fico. Nem me atrevo a desmontar o resto da reportagem/entrevista, tal é o calibre das asneiras que lá encontrei.

  2. isabel Coutinho on Outubro 20th, 2010 22:51

    Caro Luís,
    Tenho todo o gosto em que me explique o que considera estar mal na reportagem sobre as sessões que assisti sobre o futuro do livro em Paraty. Mas devo também lembrar-me que a frase a que se refere aqui no seu comentário está entre aspas na reportagem e é atribuída a um dos académicos.
    Isabel Coutinho

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges