Uma gralha


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Hoje, a primeira página do Público anuncia uma colecção com um conceito interessante: livros escolhidos de autores importantes que nunca ganharam o Nobel. Estranhamente, Jorge Luis Borges não faz parte do lote, o que o coloca numa posição bizarra: não só foi ignorado pela Academia Sueca, como volta a ser ignorado na lista dos excluídos do Nobel.
Outro que não teve muita sorte foi Henry James, que na capa do respectivo volume passa a Henri James. Toda a gente sabe que o autor de Retrato de uma Senhora nasceu americano e naturalizou-se britânico. Pelos vistos, agora também o querem afrancesar.



Comentários

4 Responses to “Uma gralha”

  1. Nuno Resende on Abril 14th, 2011 22:08

    Hoje, pela manhã, pensei exactamente o mesmo. Borges é, agora, um duplo renegado.

  2. Rui Viegas on Abril 14th, 2011 22:52

    Não deixa de ser uma excelente iniciativa… Que tal o Expresso fazer uma coisa parecida? Talvez até com Borges :)

  3. JASG on Abril 16th, 2011 17:38

    (…) “A liberdade de escolha dos organizadores foi significativamente condicionada por questões práticas, que vão da existência (ou não) de traduções disponíveis à anuência ou recusa de editores, tradutores e agentes literários.”

    Prefácio à colecção «Autores Premiados pelo Tempo», de Luís Miguel Queirós, no n.º1 F. Scott Fitzgerald, «Terna é a Noite»

  4. José Mário Silva on Abril 16th, 2011 18:46

    OK, isso pode explicar a ausência de Borges.

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges