‘Gonzos e Parafusos’

Um Big Brother livresco? Ou a performance arrojada de uma escritora que prolonga na vida real a atmosfera do seu livro, vestindo literalmente a pele da sua personagem?

Ao fechar-se durante uma semana dentro de uma caixa de acríllico, montada numa livraria de São Paulo e exposta ao olhar dos visitantes, Paula Parisot aproxima o lançamento literário do conceito de instalação artística. O que faz todo o sentido, não fosse o seu romance (Gonzos e Parafusos, edição LeYa) sobre uma psicanalista obcecada por Elizabeth Bachofen-Echt, uma baronesa que entrou para a posteridade como modelo do pintor Gustav Klimt.
Para acompanhar, até dia 17, aqui.
Eis um resumo, em vídeo, do primeiro dia:
Comentários
4 Responses to “‘Gonzos e Parafusos’”
- Out of the world em 25 de Julho de 2010
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- Na terra dos khazares em 20 de Julho de 2010
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Penso que o termos estratégia de marketing levada aos limites é o mais apropriado. Já não basta ter uma banca com duzentos originais e com todas as cores do arco-iris. Agora também podemos colocar a própria escritora e todos os adereços para convencer o público a comprar ou pelo menos a interessar-se pelo livro. Não nos podemos também esquecer que o BB no Brasil já deve ir na edição número 10 ou mais.
um exercício de sadomasoquismo literário.
[...] recentes não interessa em ‘Gonzos e Parafusos’Josefina Maller em Workshop de tradução em Vila do CondeJosefina Maller em A partir de hojeRC em [...]
A vida é dura. Bons tempos em que para se ser encarcerado (e escrever umas obras-primas) bastava fugir com uma mulher casada.