Jorge Figueira de Sousa (1931-2012)

Uma notícia muito triste. Jorge Figueira de Sousa era o proprietário da Livraria Esperança, no Funchal, a segunda maior do mundo, com mais de cem mil volumes espalhados por uma espécie de labirinto. Na mais recente edição da revista Ler (Julho/Agosto), Sara Figueiredo Costa traça o perfil deste homem singularíssimo, que entre muitas outras coisas explica a original forma que encontrou de expor os livros: «A ideia de pendurar veio dessa necessidade de os expor com a capa. E um dia descobri uns ganchinhos, uma espécie de molas, que permitiam pendurar os livros com um fio, e arranjei um daqueles paus para tirar bacalhaus, das mercearias, que têm um gancho. Claro, há algumas reclamações, porque os livros podem ficar marcados, mas a verdade é que se não estivessem expostos ninguém os via nem sabia que existiam. Ou seja, a desvantagem de uma marca que o livro possa ter é muito inferior à hipótese de nunca encontrar esse livro.»
Algumas imagens (com demasiado grão) da livraria Esperança, aqui. E a crónica que escrevi sobre aquele fabuloso lugar, aqui.



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«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges