Maravilhas da paternidade
Ontem, ao jantar:
– (…) porque terça-feira é feriado.
– E é feriado porquê?
– Porque é 5 de Outubro. Meninos, vocês sabem o que é o 5 de Outubro?
– É o Dia Internacional da Água?
– Não, Pedro.
– Então é o dia da castanha.
– Também não, Alice. É o dia da República.
– Ah.
– Ah.
– E este ano comemora-se o centenário.
– O que é centenário?
– Um centenário é quando passam cem anos sobre uma data qualquer. Neste caso, quer dizer que a República Portuguesa começou vai fazer na terça-feira exactamente cem anos.
– Ena pá, tantos anos.
– Sim. Na altura, nem vocês eram nascidos, nem o pai, nem os avós, nem sequer os avós do pai.
– Então cem anos é mesmo muito tempo, não é?
– É, Pedro.
– Ó pai, se a República tem cem anos quer dizer que é muito idosa. Eu acho que ela deve usar bengala.
– E usa, Alice. E usa.
Comentários
5 Responses to “Maravilhas da paternidade”
- Amanhã na secção de Livros da revista ‘E’ em 29 de Dezembro de 2016
- Amanhã na secção de Livros da revista ‘E’ em 22 de Dezembro de 2016
- Amanhã na secção de Livros da revista ‘E’ em 16 de Dezembro de 2016
- Amanhã na secção de Livros da revista ‘E’ em 9 de Dezembro de 2016
- Amanhã na secção de Livros da revista ‘E’ em 2 de Dezembro de 2016
- Amanhã na secção de Livros da revista ‘E’ em 25 de Novembro de 2016
- Amanhã na secção de Livros da revista ‘E’ em 18 de Novembro de 2016
- Amanhã na secção de Livros da revista ‘E’ em 11 de Novembro de 2016
- Amanhã na secção de Livros da revista ‘E’ em 4 de Novembro de 2016
- Amanhã na secção de Livros da revista ‘E’ em 28 de Outubro de 2016


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Na realidade, anda de cadeira de rodas. Mas há que poupar as crianças à realidade.
ımparavel e ımpagavel…:)
:)))
E assim se dizem verdades!
~CC~
Isto é muito bom. É pena nem todos termos (me included) o exercício de registar por escrito alguns dos melhores diálogos com os miúdos; dão imensas vezes (ou quase sempre) origem a uma enorme vontade de rir (que não pode ser, pois estamos a instruí-los, etc., etc.
apesar de terem sempre a sua lógica rebuscada e mais que certa.
Hoje, a Prof. de música da Alice G. veio dizer-me, enquanto esperava pelo fim da aula, que ela lhe disse que queria conhecer o Inverno. Estando eu habituada a este tipo de linguagem na miúda, só reparei em alguma originalidade de expressão quando a outra pessoa, também esperando pela sua filha, me disse que não tinha compreendido o que isso poderia significar. Confesso, achei tão estranho que a outra pessoa não tivesse compreendido logo, que nem fui capaz de explicar. Então, o inverno era a neve que o Ruca já tinha visto e que a Alice me perguntou se a poderia ir ver depois de fazer os seis.
Além disso, Odete, acho que as Alices têm uma criatividade especial. Talvez por causa daquela menina homónima, “inventada” por Lewis Carroll.
