Maria do Rosário Pedreira transfere-se para a LeYa

O «comunicado» chegou há pouco e é bastante explícito:

«Na sequência de uma proposta de trabalho (Leya-se: irrecusável) para continuar a sempre fascinante descoberta de autores portugueses (mas não só), informo que cessarei as minhas funções como Editora da QuidNovi no próximo dia 31 de Dezembro. Foi um projecto que acarinhei praticamente desde a raiz e no qual trabalhei com uma equipa excepcional de que lamento, obviamente, separar-me; mas, a partir de certa idade, arrependemo-nos sobretudo do que não fizemos e, como tal, senti que não podia deixar de aceitar mais este desafio.
(…) Mais informo que a Ana Maria Pereirinha, que quase todos já conhecem, assumirá neste momento a responsabilidade por todos os projectos em curso.»

À Maria do Rosário Pedreira, que tem feito um trabalho excepcional enquanto editor (no sentido anglo-saxónico do termo), cujos frutos estão à vista na quantidade de novos autores de ficção portugueses que descobriu e trabalhou (entre os quais três Prémios Saramago: José Luís Peixoto, valter hugo mãe e João Tordo), à incansável leitora quero daqui enviar um grande abraço e o desejo de que os seus novos projectos, como os anteriores, sejam coroados de êxito.
Quanto à QuidNovi, creio que fica, com a Ana Maria Pereirinha, em excelentes mãos.

PS – Mais informação nesta notícia do Público online.



Comentários

3 Responses to “Maria do Rosário Pedreira transfere-se para a LeYa”

  1. maria (lisboa) on Dezembro 17th, 2009 15:12

    “Leya-se:”… Está tudo dito sobre o que vai naquela cabecinha…

  2. Luís Graça on Dezembro 18th, 2009 2:37

    Fiquei surpreendido. Não imaginava possível separar a dupla Maria do Rosário Pedreira/Ana Pereirinha.

  3. Luís Guerra on Dezembro 18th, 2009 21:12

    Acrescentaria na lista de autores, com um abraço para ele e um beijinho para a Maria do Rosário, o Paulo Moreiras.

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges