Os livros da Porto Editora para os primeiros quatro meses de 2009

Foi apresentado esta manhã, no Hotel Altis (Lisboa), o plano editorial da Porto Editora (PE) para este início de ano. Animadas com as boas vendas de 2008 (meio milhão de exemplares, só no segmento literário), as duas Divisões da PE, a de Lisboa (dirigida por Manuel Alberto Valente) e a do Porto (Cláudia Gomes), comprometeram-se a «editar pouco mas bem».
Dos 21 títulos que aí vêm, uma parte significativa corresponde a romances cor-de-rosa ou a títulos de auto-ajuda e histórias de vida (com direito a uma nova chancela: Albatroz). Como o meu interesse em sucedâneos de Nicholas Sparks é nulo e o meu interesse em sucedâneos de O Segredo é abaixo de nulo, limito-me a referir as obras que farão, quase de certeza, parte das minhas listas de leitura: A Ofensa, de Ricardo Menéndez Salmón, em Março; e, em Abril, O Mar em Casablanca, de Francisco José Viegas, A Breve e Assombrosa Vida de Oscar Wao, de Junot Díaz, Chagrin d’École (ainda sem título português), de Daniel Pennac, e Devisadero, de Michael Ondaatje.
Para o segundo semestre, fica agendada a estreia no catálogo da PE de Gonçalo M. Tavares («nunca antes de Outubro», garantiu Cláudia Gomes) e de Pedro Sena-Lino, com um romance. José Manuel Saraiva, um autor da Oficina do Livro que já se comprometeu com Manuel Alberto Valente, só deve assinar o primeiro livro na nova casa em 2010.



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«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges