José Alfaro deixa a Quimera

Ao fim de 22 anos, José Alfaro, fundador da Quimera, deixou no início deste mês de ser sócio da editora que publicou, durante muitos anos, os trabalhos olisipográficos de Marina Tavares Dias.
Nas palavras de Alfaro, «os tempos que vivemos obrigam, por vezes, a grandes decisões, e acredito que esta solução é a que melhor serve a prossecução do projecto e a que mais me convém também a mim». Os novos sócios-gerentes pertencem ao grupo da Escolar Editora, que já detinha uma pequena parte do capital social da Quimera.
Alfaro tem sido, nos últimos anos, coordenador pedagógico da pós-graduação em edição (“Livros e Novos Suportes Digitais”) da Universidade Católica Portuguesa.



Comentários

3 Responses to “José Alfaro deixa a Quimera”

  1. José Pedro Alves Correia on Outubro 13th, 2009 20:36

    É duvidoso que tenha sido este senhor alfaro quem «transformou os trabalhos olisipográficos de marina tavares dias em best-sellers». Como leitor do antigo «Diário Popular», sempre a li e sempre soube que os trabalhos dela já eram famosos antes desta editora aparecer. E pelo modo como são escritos e pequisados, seriam best-sellers em qualquer editora do mundo. Há gente capaz de tudo para se auto-promover, de facto. Este alfaro é uma dessas pessoas decerto.

  2. José Mário Silva on Outubro 13th, 2009 22:50

    Não creio, José Pedro Alves Correia, que existam motivos para atacar José Alfaro dessa maneira. Se existem, eu não os conheço. E não os conhecendo, não os posso subscrever.
    Ainda assim, concordo que a frase que cita pode dar azo a interpretações abusivas. Como é evidente, não foi a editora que transformou os livros de Marina Tavares Dias em best-sellers; os livros de MTD (que seriam best-sellers noutro lado qualquer) é que conseguiram forjar o seu próprio sucesso.
    Para não alimentar equívocos, acabei de alterar a dita frase.

  3. Lia on Novembro 4th, 2009 18:07

    Este senhor foi meu professor e era um bom professor. Como editor, toda a gente sabia que era o “editor da Marina Tavares Dias”. Acho que ele nunca negou e a prova disso é que assim que a autora ficou sem publicar nada durante mais de um ano ele vendeu a editora. Está no seu direito acho eu. Suponho que a editora foi vendida à autora.

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges