Jaime Salazar Sampaio (1925-2010)

Um grande dramaturgo, quase secreto. No obituário do Público, Jorge Silva Melo considera-o «um mestre absoluto do diálogo» e Baptista-Bastos salienta a atenção especial que o autor de Madalena Lê Uma Carta dava ao teatro amador: «Ele disse-me, uma vez, que escrevia principalmente para os grupos amadores, porque não só recebia deles mais atenção, como via neles o melhor do teatro em Portugal».



Comentários

One Response to “Jaime Salazar Sampaio (1925-2010)”

  1. Luís Graça on Abril 19th, 2010 5:25

    Via-o com bastante frequência no anfiteatro da Gulbenkian, fruindo as tardes em calma contemplação.
    Era um homem bom.

    Recordo-o como um dos habituais contemplados com prémios nos concursos de peças teatrais e quando ganhei dois prémios no CITAP (Ciclo de Teatro de Autores Portugueses), em 91 e 93, foi-me referido o seu nome como um dos grandes valores do teatro português.

    Muito solidário, era um homem atento à vida cultural do país e estava sempre disposto a acreditar em novos projectos e em apoiar os jovens autores.

    Recordo a sua presença nas instalações da Sociedade Portuguesa de Autores, incentivando à criação de uma espécie de bolsa (ou base) de peças de autores, ficando à disposição de quem se interessasse por as levar á cena.

    Paz à sua alma.

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges