A Residência Espanhola

Carla Maia de Almeida, autora, tradutora e crítica de literatura infantil, está a fazer uma residência artística em Can Serrat, na Catalunha (a cerca de 40 quilómetros de Barcelona). No seu blogue, vai-nos dando conta do que por lá se passa. Já vimos gatos, cães com nomes de músicos, e, hoje mesmo, um belíssimo post sobre um pintor indiano que veio «à procura da famosa luz mediterrânica de Van Gogh e Picasso». Explica a Carla:

«[Ramalingam] ganhou o desconto parcial que Can Serrat oferece anualmente aos artistas e pediu um empréstimo de 810 euros ao banco para chegar aqui, quase sem saber falar. Também vê mal. Observa o mundo como se habitasse um túnel feito de luz e de sombras; não tem visão periférica, explica. Mede cada passo com cautela, segue o movimento dos lábios de quem fala, recorre à caneta e ao bloco-notas a maioria das vezes. Hoje, pela primeira vez, trabalhou todo o dia num dos ateliers da residência. Por isso o Sol, por isso a luz tão desejada. Nós, que nos queixamos de tudo, bem que podíamos estar calados de vez em quando.»

‘Não Quero Usar Óculos’ no Brasil

O livro Não Quero Usar Óculos, de Carla Maia de Almeida (texto) e André Letria (ilustração), publicado pela Caminho em 2008, vai ter em breve uma edição brasileira, com chancela da Peirópolis, de São Paulo.

Agora sim, chegou

Depois de alguns atrasos, o novo livro infantil da Carla Maia de Almeida, com ilustrações de Alex Gozblau, deve ter chegado ontem, finalmente, às livrarias.
Cá por casa, Ainda Falta Muito? já passou no primeiro (e mais exigente) dos testes: a leitura antes de dormir. O Pedro gostou, sem grandes comentários; mas a Alice mostrou-se verdadeiramente entusiasmada. «A história é muito gira, pai. Mesmo, mesmo gira. Tens que a contar mais vezes. E os desenhos são ma-ra-vi-lho-sos. Gosto sobretudo daquele em que a menina salta por cima do carro.»

“Esticar o braço fora da janela e entregá-lo ao vento”

É bom saber que já não falta muito para ler este Ainda falta muito?, escrito pela Carla Maia de Almeida e ilustrado pelo Alex Gozblau.

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges