“It’s not everyone who gets to be Cormac McCarthy”

O escritor escocês (ainda não publicado) que criou na semana passada uma conta falsa do Twitter em nome de Cormac McCarthy, um dos mais recatados escritores americanos, explica em entrevista à The Atlantic Wire como viveu a experiência de colocar-se na pele do seu ídolo literário.

Sobre ‘A Estrada’

«A Estrada, escrito por Cormac McCarthy em 2006, e um filme agora estreado em território nacional, tem por tema uma angústia sempre secreta, pessoal e devastadora, aquela que um pai traz em si a partir do momento em que sente que a qualquer momento pode deixar de conseguir proteger o seu filho. (…) Na verdade, o que o livro conta é a dor trazida pela descoberta da impossibilidade de proteger um filho ainda indefeso, e a tentativa desesperada de eliminar esta certeza. Perder um filho ou ver sofrer um filho, conta-nos a realidade e a ficção demasiadas vezes, é uma experiência que destrói tudo, até a tentativa de a contar.»

Ler o post completo do José Vegar, aqui. Ver o trailer do filme de John Hillcoat, com Viggo Mortensen, aqui.

Os arquivos de Cormac

Os arquivos de Cormac McCarthy estão expostos na Universidade do Texas, desde ontem. O acesso dos investigadores interessados, porém, carece de marcação prévia.
Será que o tradutor português de McCarthy, o meticuloso Paulo Faria, vai preencher este formulário? Não me admirava nada.

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges