Fernanda Botelho (1926-2007)

Foi uma das mais importantes romancistas portuguesas da segunda metade do séc. XX. Morreu ontem de manhã, na sua casa em Lisboa, aos 81 anos, após prolongada luta contra uma doença que a foi destruindo por dentro (osteoporose).

Na sua edição de hoje, o Público dedicou-lhe menos de meia página. Na sua edição de hoje, o Diário de Notícias dedicou-lhe menos de um quarto de página. Nas suas edições de hoje, os restantes diários ou nem sequer referiram o facto (24 Horas) ou dedicaram-lhe uma breve (Correio da Manhã e Jornal de Notícias).

A notícia da morte de Fernanda Botelho apareceu na Lusa às 17h47. Creio que não é preciso acrescentar mais nada.

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges