10 anos de Fnac

Faz hoje dez anos que a Fnac abriu portas em Portugal. A história de sucesso, já a conhecia bem. É um case study que prova como os estudos de mercado podem ser falíveis (em 1998 não havia, dizia-se, massa crítica para garantir a viabilidade destas lojas; depois, foi o que se viu). O que mais me impressiona, porém, é um número: 27 milhões. Segundo os números fornecidos pelo DN, foram mais de 27 milhões os livros vendidos no nosso país pela Fnac, numa década. Eu, ciente de que contribui amiúde para a estatística (sobretudo no eixo Chiado-Colombo), não deixo de me espantar com a magnitude das vendas. Vinte e sete milhões?! Não haverá por aí um zero a mais?

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges