Prémio Máxima de Literatura 2011 para Inês Pedrosa

Depois de já ter ganho o prémio em 1998 (com o romance Nas Tuas Mãos), Inês Pedrosa volta a vencer com Os Íntimos (Dom Quixote). O júri, composto por Maria Helena Mira Mateus, Leonor Xavier, António Carvalho, valter hugo mãe e Laura Luzes Torres, atribuiu ainda um Prémio Especial do Júri ao romance Adoecer, de Hélia Correia (Relógio d’Água) e o Prémio Ensaio ao livro A Monarquia Constitucional, 1807-1910, da historiadora Maria de Fátima Bonifácio.

Lançamento de ‘Fernando Pessoa: O Guardador de Papéis’

O volume Fernando Pessoa: O Guardador de Papéis (Texto), que reúne ensaios de José Barreto, Steffen Dix, Patricio Ferrari, Sara Afonso Ferreira, Ana Maria Freitas, Carla Gago, Manuela Nogueira, Rita Patrício e Jerónimo Pizarro (com organização deste último, membro da Equipa Pessoa), é apresentado esta tarde, a partir das 18h30, na Casa Fernando Pessoa, pela sua directora, Inês Pedrosa.

15700 euros

Em entrevista concedida ao DN, a nova directora da Casa Fernando Pessoa, Inês Pedrosa, confessou que tem apenas 15700 euros de orçamento para programação até ao fim do ano (e ainda estamos em Fevereiro). O resto, 156 mil euros, está já destinado para obras de melhoramento: cafetaria, arranjo de um elevador, recuperação do jardim, etc.
Mesmo apostando nas parcerias, nomeadamente com embaixadas que podem pagar viagens de convidados, e no merchandising pessoano, que pode vender bem em ano de efeméride (120 anos do nascimento do poeta), não se percebe como é que alguém pode fazer um trabalho decente com tão escassa verba.
Nas palavras de Pedrosa, o anterior director, Francisco José Viegas, “provou ser possível fazer omeletas praticamente sem ovos”. Mas dispor de apenas 15700 euros para dez meses e meio de actividades parece-me um bocadinho pior: é não ter dinheiro sequer para comprar a caixa de cartão que embala os ovos inexistentes.

Inês Pedrosa na Casa Fernando Pessoa

Inês Pedrosa

A autora de Fazes-me Falta vai dirigir, a partir de dia 15, a CFP. Depois de Clara Ferreira Alves e Francisco José Viegas (que sucederam à primeira directora, Manuela Júdice), a escolha voltou a recair em alguém com bastante experiência tanto no campo jornalístico como no campo literário. À partida, isto não é bom nem mau. Mas em meu entender a figura do jornalista/escritor é talvez a que se adequa melhor ao perfil da Casa.
Por isso, acolho com expectativas elevadas este novo ciclo e desejo: bom trabalho, Inês.

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges