O melhor dos mundos

Adenda visual a um post de ontem, sob a forma de três frames de Pierrot, le Fou:

pierrot le fou3

pierrot le fou2

pierrot le fou

Uma das muitas coisas que me fazem gostar tanto dos filmes de Jean-Luc Godard

É esta: as personagens de JLG, à semelhança do realizador, lêem muito. Mas não é só isso, não é só o facto de lerem muito, de discutirem sobre certos escritores e suas obras (o que acontece também, por exemplo, em Rohmer). Nos filmes de Godard, as personagens estão sempre a aparecer com livros na mão, ou imersas no íntimo processo da leitura, como se esses mundos ficcionais em que mergulham fossem mais reais do que a própria realidade em que se movem (que é ela mesma ficcional, embora as personagens, hélas, não o saibam).

[Imagens roubadas ao maravilhoso blogue O Silêncio dos Livros]

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges