Saramago em plasticina no cinema (enquanto esperamos pelo ‘Ensaio sobre a Cegueira’ segundo Fernando Meirelles)
O realizador espanhol Juan Pablo Etcheverry adaptou ao cinema A Maior Flor do Mundo, única história infantil publicada por José Saramago. A sua curta-metragem de animação combina várias técnicas (2D com 3D, stop motion, etc.). O Nobel português aparece enquanto personagem e narrador.
Feito em 2007, o filme ganhou o prémio de melhor animação do Anchorage Internacional Film Festival e foi nomeado para os Goya deste ano na categoria de melhor curta-metragem.
A TVE ouviu tanto o cineasta como o escritor:
‘Lire’ elogia Saramago
No último número da revista Lire (Fevereiro de 2008), André Clavel dedica meia página ao romance As Intermitências da Morte (recentemente editado pela Seuil com o título Les intermittences de la mort) do Nobel português. Depois de descrever em detalhe a ideia central do livro — uma muito saramaguiana reflexão sobre a morte, assente num reductio ad absurdum (euforia e descalabro de um país em que as pessoas deixaram de morrer) —, o crítico, que atribui à obra três estrelas em quatro, termina assim:
«Ce roman est une fable délirante, une farce tragi-comique où la métaphysique croise la pataphysique, où Cioran se fait alpaguer par le père Ubu. Et où Saramago brocarde joyeusement une humanité qui chavire parce que son plus vieux rêve — devenir immortel — se transforme soudain en cauchemar. Moralité: la mort, notre pire ennemie, n’est pas si detéstable que ça.»


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