O “novelário” de Luís Carmelo

Luís Carmelo é um escritor e ensaísta que tem explorado as potencialidades da tecnologia como veículo da criação literária. Neste momento, está a investir os seus esforços num projecto curioso a que chamou Novelário. Por mail, explicou-me a sua ideia, um conceito interessante que julgo ser inédito em Portugal, pelo menos nestes moldes. Decidi entretanto reproduzir o «convite», por me parecer que pode interessar a alguns dos leitores deste blogue:

«Seguindo o “Modelo Bruce Holland Rogers”, vou passar a publicar um romance inédito da minha autoria destinado aos leitores que aderirem à respectiva comunidade de leitura. O texto será publicado semanalmente durante um ano e, no final, os leitores receberão em casa o livro em formato digital numa edição especial de autor. Adesão à comunidade de leitura: 10,00€ + iva. O Projecto Novelário inicia-se a 15 de Setembro deste ano e as inscrições decorrerão apenas até essa data.
No fundo, trata-se de ler um romance em jeito de folhetim privado e, no fim, recebê-lo em edição de autor antes ainda de sair publicamente na editora. Como poderá imaginar, o projecto não é lucrativo – nem pouco mais ou menos! -, pois, no final, encomendarei uma edição digital a um amigo meu, designer, que incorporará imediatamente a verba simbólica de inscrição solicitada. O importante é mesmo a criação deste novo tipo de comunidade. O projecto, aliás, está a ter já bastante adesão.
Para efectivar a inscrição, basta depositar 12,30€ (10,00€ + iva). O NIB para depósito é: 0018 0003 17467010020 73 (Entidade: Luís Carmelo – Directos de Autor, Sociedade Unipessoal Lda./ NIF: 508393523).»

Para mais informações, contactar o autor: luis.carmelo@sapo.pt.

De volta

Com textos sobre Rohmer, Stendhal e Hemingway, Luís Carmelo ressuscitou o seu miniscente, pondo termo, em boa hora, a uma hibernação que durava há quase sete meses.

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges