Manuel Alberto Valente sobre o preço dos livros

O Blogtailors iniciou da melhor maneira a sua nova rubrica (convite a cronistas para opinarem sobre temas editoriais), abrindo o blogue ao moleskine de Manuel Alberto Valente, actual responsável pela Divisão Literária de Lisboa da Porto Editora. Eis um excerto do seu texto, escrito em resposta a uma «boutade» de António Lobo Antunes:

«Ao receber no Porto o prémio que lhe foi atribuído pelo Clube Literário, António Lobo Antunes, com a delicadeza que lhe é reconhecida, gritou alto e bom som que, em Portugal, os livros são “indecentemente caros”. Imediatamente, alguns órgãos da comunicação social repercutiram, em grandes parangonas, o dislate do escritor, apressando-se a fazer comparações entre o preço de determinados livros em Portugal e nos países da nossa envolvência cultural, para chegar à conclusão, claro, de que os preços são mais elevados entre nós.
(…) Se a comparação for feita de um modo sério, chegar-se-á à conclusão de que os preços dos livros em Portugal não variam muito em relação aos que se praticam no estrangeiro – sendo, por vezes, até mais baratos, apesar da diferença de tiragens.
Vejam-se dois casos recentes: O Millennium I, de Stieg Larsson (Os Homens Que Odeiam as Mulheres), custa em Portugal 19,50€ e, em França, 22€; o Gomorra, de Roberto Saviano, custa entre nós 18€ e, em França, 21€.
Quando se pretende incentivar a leitura e dinamizar o mercado do livro, seria bom evitar certo tipo de atoardas sem fundamento, que desmobilizam os potenciais leitores.»

O texto completo pode ser lido aqui.

Manuel Alberto Valente recebe hoje condecoração do Governo francês

Logo à tarde, o director da Divisão Editorial Literária de Lisboa (DEL-L) da Porto Editora, Manuel Alberto Valente, vai tornar-se Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras de França. A cerimónia de entrega da condecoração está marcada para as 18h30, na Embaixada francesa.

A nova vida (editorial) de Manuel Alberto Valente

Pouco tempo após a sua saída da ASA (isto é, do grupo LeYa), Manuel Alberto Valente, um dos mais experientes e sólidos editores portugueses, volta a começar do zero um projecto que se antevê de qualidade exemplar. Sorte a da Porto Editora. Sorte a nossa. Bom trabalho, MAV.

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges