Nascimento de uma editora

Chama-se Parsifal e tem a cara do seu pai: Marcelo Teixeira, durante muitos anos editor da Oficina do Livro, grande amigo e principal responsável pela existência do meu segundo livro (Efeito Borboleta e outras histórias). Depois de sair do grupo LeYa, o Marcelo regressa ao activo com um projecto que teve um primeiro momento no final de 2012 – o livro História(s) do Estado Novo, com palavras e factos compilados a partir de uma extensa investigação nas hemerotecas – mas que abrirá portas a sério no início de Abril. Mais concretamente a 4 de Abril, data em que chegarão às livrarias os primeiros exemplares de Contos Capitais, uma antologia de histórias inéditas em que 30 escritores escrevem sobre 30 cidades diferentes (a mim coube-me Washington).
Eis, em «rigoroso exclusivo mundial» (como lhe chama ironicamente o Marcelo), a capa do livro:


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Longa vida, então, à Parsifal. Que publique muitos e bons livros. Cá estaremos para os ler.

Lançamento de ‘A Caminho do Vulcão’

O livro de Marcelo Teixeira, que ficciona o encontro em Lisboa de Fernando Pessoa e Malcolm Lowry, dois escritores movidos a álcool e desespero, vai ser lançado esta noite, a partir das 22h00, no Auditório de Alfornelos (Amadora).
A obra será apresentada por Antonio Sarabia, escritor mexicano a viver há vários anos em Lisboa, enquanto o Grupo de Teatro Passagem de Nível declamará poemas de Fernando Pessoa e Malcolm Lowry, ao som do piano de Jaime Oliveira.
No final, «para brindar à amizade, às letras e aos dois génios da literatura mundial», haverá Ginjinha Pessoana e Mezcalm Lowry.


E por falar em Malcolm Lowry

Faltam poucos dias para o centenário do nascimento (a 28 de Julho de 1909) deste extraordinário escritor britânico. Das homenagens previstas, um pouco por todo o mundo, vale a pena destacar a publicação em Portugal do livro A Caminho do Vulcão, de Marcelo Teixeira (Porta do Cavalo), com ilustrações da pintora mexicana Terumi Moriyama e um prefácio de Urbano Tavares Rodrigues.
Em edição bilingue (português e espanhol), esta obra imagina um provável mas fictício encontro entre Fernando Pessoa e Malcolm Lowry, durante a passagem do autor de Debaixo do Vulcão por Lisboa, a 30 de Maio de 1933. E este é um dos aspectos mais interessantes do texto: o desvendar, pela primeira vez, do dia exacto em que Lowry esteve na capital portuguesa, descoberta que Marcelo Teixeira (editor da Oficina do Livro, mexicanófilo e membro da Fundación Malcolm Lowry) fez com base em documentos de arquivos britânicos a que teve acesso.

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges