Murilo Antônio Carvalho na primeira pessoa

Discurso de agradecimento do vencedor do Prémio LeYa (gravado no meio da Amazónia), em que o autor de O Rastro do Jaguar fala do seu livro e evoca o «povo da floresta».

[via BlogTailors]

Just for the record

Nota biográfica sobre o vencedor do Prémio LeYa, enviada pela LeYa:

«MURILO ANTÓNIO DE CARVALHO é natural de Carvalhópolis, Minas Gerais, Brasil. Tem 60 anos e é jornalista. Mais recentemente tem-se dedicado à realização de documentários televisivos na área ambiental. No momento em que foi informado do Prémio Leya encontrava-se na Amazónia a gravar um documentário.
Jornalista, escritor, repórter e realizador de TV, Murilo é o repórter responsável pela realização do programa Siga Bem Caminhoneiro, que vai para o ar semanalmente no canal SBT, em rede nacional, há 15 anos no ar. É, igualmente, responsável pelo programa Rádio Caminhoneiro, com Sérgio Reis, transmitido por uma rede de 190 emissoras no Brasil, há 16 anos. É, também, autor do programa Rádio Atitude, com Ana Maria Braga e Louro José.
Foi redactor e criador de roteiros de anúncios publicitários para a empresa McCann-Ericson Publicidade, em São Paulo, tendo igualmente sido repórter especial do jornal Movimento, responsável pela secção Cenas Brasileiras, 1975/1980, e editor de Agropecuária da Folha de São Paulo, de 1981 a 1983.
Nos anos 80 foi Director dos Programas Agrojornal e Diário Rural, na TV Bandeirantes, em rede nacional de 1986-2004. Foi também Consultor da Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, e Editor executivo das publicações rurais e de agroecologia da Editora Abril.
Publicou os seguintes livros: Raízes da Morte, 1º prêmio no Concurso de Contos Fundepar, 1974, publicado pela Editora Ática em 1976; Cenas Brasileiras, Histórias de Trabalhador / Reportagens – Editora Brasiliense, 1976. Prefácio de Antonio Callado; Cenas Brasileiras, Festas e Artistas Populares, Reportagens (com outros autores) / Editora Brasiliense, 1977; A Cara Engraçada do Medo / A vida do Bóias Frias – colhedores de café – Editora Hucitec, 1979; O Sangue da Terra – A luta armada no campo – Reportagens sobre conflitos de terra no País / Prefácio D. Pedro Casaldáliga / 1980; Uma Viagem de Canoa de Minas Gerais ao Oceano Atlântico. História dos Vales do Rio das Velhas e do São Francisco, Fotografia de Ronaldo Kotcho / Edição Bilíngüe, Editora Raízes, 1986. Patrocínio Construtora Norberto Odebrecht; Raso da Catarina – O grande deserto brasileiro Fotografia de Silvestre Silva / Editora Raízes, 1987. Patrocínio Refinações de Milho, Brasil; Cachaça, uma alegre história Brasileira, fotografia de Silvestre Silva / Editora Raízes, 1988. Patrocínio Irmãos Muller, Caninha 51; O Baixo Rio São Francisco – História de uma Conquista, fotografia de José Caldas /Edição Bilíngüe/ Editora D e D, Rio de Janeiro, 1996 (patrocínio Coca Cola); Flores dos Alimentos / Edição Bilíngüe/ Editora Empresa das Artes, 1998, com fotografias de Silvestre Silva – Patrocínio Bosch; Oparapitinga – Rio São Francisco, fotografia de José Caldas em parceria com os escritores Walter Firmo, Frei Beto e Fernando Gabeira. Editora Casa da Palavra – Patrocínio Petrobras.
Na área do cinema e TV, Murilo Carvalho foi guionista do filme de longa metragem Fronteira das Almas, dirigido por Hermano Penna, Prêmio de melhor roteiro no Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro. Murilo foi ainda guionista e realizador dos seguintes documentários/reportagens: Pancararé, os índios do deserto, a história dos Pancararé, um grupo indígena que se adaptou à vida do deserto do Raso da Catarina, na Bahia e sua recomposição como nação; Do Oiapoque ao Chui – A rota dos caminhoneiros pelo Brasil; As grandes rotas da Europa, uma série de documentários sobre as estradas europeias e o transporte de carga; As montanhas de mármore, um documentário sobre a produção de mármore em Carrara, na Itália e Dos Fenícios ao povo de La Cerva, sobre a irrigação através dos tempos na região desértica de Múrcia, em Espanha. Foi guionista e realizador do documentário Plantas do Pantanal, produzido em parceria com a Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária.
O Rasto do Jaguar, com que agora venceu o Prémio Leya, é o seu primeiro romance.»

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges