adobe photoshop cs3 extended tutorial Adobe Creative Suite 5 Web Premium Download adobe photoshop cs 2 download adobe photoshop elements 2.0 windows vista Adobe InCopy CS5 for Mac Download adobe acrobat 8 cheap adobe creative suite premium cs2 win Adobe Photoshop Lightroom 3 Download convert word to adobe acrobat adobe photoshop 5 0 free download Adobe Dreamweaver CS5 Download cropping jpegs in adobe illustrator 9.0 adobe illustrator number serial Adobe Creative Suite 5 Design Premium Download adobe photoshop for dummies dvd adobe acrobat v6.0 professional tryout Adobe Photoshop CS5 Extended Download adobe acrobat viewer 6 free adobe acrobat 7 reader Adobe Creative Suite 5 Master Collection Download adobe photoshop cs free trial adobe acrobat 7.0 professional crack download Adobe Acrobat 9 Pro Extended Download adobe store adobe acrobat capture adobe acrobat error 1321 Adobe Premiere Pro CS5 Download adobe photoshop product registration key adobe incopy cs v3.0 Adobe Illustrator CS5 Download adobe photoshop 4.0 tutorial

Negócios de fim de ano

Não foi só Miguel Pais do Amaral que esteve activo na recta final de 2007. A Bertelsmann, que já detém o Círculo de Leitores e a Bertrand, também anunciou ontem a compra da Pergaminho (editora que há umas semanas deu tampa a Pais do Amaral). Falta, para fechar o ciclo dos negócios anunciados, que a Explorer Investments confirme a aquisição da Gradiva.

A notícia mais esperada

Finalmente, ficou tudo preto no branco. A compra da Dom Quixote por Miguel Pais do Amaral, sem sombra de dúvida o negócio do ano, deixou de ser mera especulação.
Embora ainda se desconheça por que verbas foi selado o acordo, vale a pena ler alguns excertos do comunicado de imprensa:

O Grupo Editorial de Miguel Pais do Amaral fechou hoje, ao final da manhã, a aquisição da editora Dom Quixote ao grupo editorial espanhol Planeta, a quem a empresa tinha sido alienada em 1999. Esta aquisição vem completar o portfólio de empresas editoriais adquiridas por Miguel Pais do Amaral em 2007, processo que teve inicio em Março deste ano com a aquisição da Texto Editores e que evoluiu durante o ano com as aquisições da Caminho, ASA e Gailivro.
(…) A Dom Quixote assume-se como a «A Casa dos Autores Portugueses». Para além de ter no seu portfólio alguns dos mais importantes autores nacionais, ao longo dos seus quarenta anos de vida a Dom Quixote publicou cerca de 5000 títulos originais, tendo colocado em casa dos leitores portugueses mais de 20 milhões de livros.
Para Miguel Pais do Amaral, a compra da Dom Quixote «finaliza o primeiro ciclo de aquisições com vista à criação de um grupo editorial líder de mercado em Portugal e nos países africanos de expressão portuguesa. Seguir-se-á uma fase de reorganização interna e de crescimento orgânico, que a médio prazo permitirá criar um grupo suficientemente forte para iniciar um segundo ciclo de aquisições fora de Portugal, nomeadamente no mercado brasileiro»(…) [O negrito é meu]

Ontem, o grupo de Pais do Amaral formalizou igualmente a compra da editora Nova Gaia, acordada desde 18 de Setembro mas que aguardou um parecer positivo da Autoridade da Concorrência. Esta aquisição permitirá ao grupo alcançar a vice-liderança no segmento das edições escolares, com uma quota de mercado próxima dos 30% (ainda assim distante da hegemónica Porto Editora).

Confirmada a compra da Dom Quixote por Miguel Pais do Amaral

Segundo uma informação difundida há cinco minutos pela agência de comunicação Lift Consulting, o Grupo Editorial de Miguel Pais do Amaral “acabou de finalizar a aquisição das Publicações Dom Quixote”, colocando-se “na liderança em edições gerais e vice-liderança em edições escolares”.

Uma bomba

Se isto se confirmar, vai ser o bom e o bonito. Além da balcanização do mercado editorial, numa lógica de grupos que tenderá a mimetizar o que se passa actualmente com a imprensa, arriscamo-nos a ver entronizado um novo herói capitalista: Miguel Paes do Amaral, o homem que resgatou aos espanhóis uma editora que eles nos tinham roubado, os malandros.
O pior é que estes cenários não auguram nada de bom quanto à qualidade média dos livros que se vão publicando, às catrefadas, no nosso país. E temo bem que as editoras mais pequenas e alternativas, as que remam convictamente contra o processo de best-sellerização em curso, vejam a sua mera sobrevivência ameaçada pelo vendaval que se aproxima.

Os rumores confirmam-se

Notícia de hoje, no DN:

“A Gradiva é uma jóia e há muita gente interessada. Como não vou deixá-la aos meus filhos, pode ser que seja este o momento.” Guilherme Valente, editor e proprietário da Gradiva, confirmou desta forma, à Lusa, que pode estar para breve a venda da editora que fundou e que este pode ser o momento ideal para formalizar um negócio, por haver muita procura e muitos grupos interessados na concentração.
Guilherme Valente reagia a uma notícia publicada ontem no DN que dava conta de negociações avançadas entre a Gradiva e o grupo Explorer, negando, para já, a existência de qualquer decisão. “A Explorer é um grupo de pessoas sérias e correctas que gostam da Gradiva e eu gosto delas, mas não há nada de concreto”, acrescentou, declarando, sem revelar qual, que há um grupo a que jamais venderá a editora que dirige.

Só aqui entre nós, não é muito difícil imaginar qual é o tal grupo a que Valente “jamais venderá” a Gradiva, pois não?

Manobras em curso no meio editorial português

As coisas no mercado do livro estão mesmo a mexer. Depois do furor de Miguel Paes do Amaral, que comprou quase de rajada a ASA, a Caminho, a Texto e a Gailivro, entre outras, as movimentações não cessam. Segundo notícias publicadas na edição de hoje do DN, a Gradiva está prestes a ser comprada pela Explorer Investments, uma empresa de capital de risco que adquiriu esta semana 75% da Oficina do Livro (mais as chancelas associadas: Casa das Letras e Estrela Polar). Como é óbvio, o que interessa à Explorer na editora de Guilherme Valente não é propriamente a colecção Ciência Aberta, mas o catálogo de best-sellers de José Rodrigues dos Santos, um dos autores que mais vendeu em Portugal nos últimos anos. Acontece que o ainda pivot da RTP pode não estar pelos ajustes, preferindo negociar contrato com uma nova editora em vez de “ser objecto de uma transferência para a qual não foi consultado e pela qual não irá auferir qualquer benefício financeiro”. Resta saber se uma eventual saída de Rodrigues dos Santos não arruinará o negócio, como a temida saída de Saramago poderia ter arruínado a venda da Caminho a Paes do Amaral.
Entretanto, prevêem-se mais novidades para breve. Depois de um momento de acalmia, Paes do Amaral, que também andou a namorar a Gradiva e falhou o “ataque” à Pergaminho, estará em vias de comprar, ainda segundo o DN, “as últimas editoras que pretende juntar ao seu já enorme lote de empresas”. O futuro perfil do grupo deve ser anunciado em Janeiro, quando as negociações em curso estiverem concluídas.
Se dúvidas houvesse, dissiparam-se: 2008 vai ser um ano de profundas mudanças (de estratégia, de paradigma comercial e de relações de poder) no mercado livreiro português.

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges