Um poema de Petöfi Sándor

OH, QUERIDA, TEUS OLHOS

Oh, querida, teus olhos
que negros,
e brilham;
resgato-me,
quando me olhas;
brilha assim,
qual em noite rude,
clarão de incêndio,
do algoz cutelo.

[Tradução de Ernestro Rodrigues, in Os Dias do Amor – Um poema para cada dia do ano, Ministério dos Livros, 2009]

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges