Crítica, rock’n roll & verborreia
Tudo começou nos comentários a este post. Melindrado com o ataque do Rui Manuel Amaral à linguagem críptico-hiperbólica de algumas recensões musicais do Ípsilon, o João Bonifácio saiu-se com uma frase sarcástica de gosto duvidoso e absolutamente injusta, em que apontava a Manuel Gusmão (extraordinário poeta, ensaísta e crítico) “uma verborreia inenarrável de referencialidade abusiva exclusivamente centrada em maus poetas e escrita apenas e só para gáudio onanístico de um pequeno salão de medíocres”. Impunha-se que alguém saísse em defesa do autor de Dois Sóis, A Rosa — A Arquitectura do Mundo e foi o Francisco Frazão que o fez, colocando os pontos nos iis. Entretanto, o Sérgio Lavos também se meteu ao barulho, aqui e aqui, merecendo a necessária réplica do Francisco. Isto para não falar dos vários lençóis de texto nas caixas de comentários (sobretudo a cargo de um auto-justificativo Bonifácio).
Enfim, apesar de alguns excessos, tiros ao lado e exemplos acabados de verborreia, inenarrável ou nem por isso, vale a pena acompanhar a polémica, muito ao estilo do que acontecia na blogosfera portuguesa em 2003 (na fase todos-lêem-todos) e aos poucos deixou de acontecer.
Não querendo lançar mais achas para a fogueira, limito-me a dizer que estou com o Francisco: “A maneira como Manuel Gusmão pensa é das melhores coisas que temos. [negrito dele] Reivindico para mim o tal gáudio onanístico e quero saber a morada desse salão de medíocres. Se é pequeno, melhor ainda: nem sabemos a sorte que temos por haver alguém assim a escrever no Ípsilon.”


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