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Ferreira Gullar ganha Prémio Moacyr Scliar

A primeira edição do prémio Moacyr Scliar acaba de distinguir o Prémio Camões 2010, Ferreira Gullar, pelo seu livro de poemas Em Alguma Parte Alguma (ver crítica à edição portuguesa, aqui). A esta obra já fora atribuída, em 2011, o prémio Jabuti.

A grande machadada

E o vencedor do Hatchet Job of the Year é… Adam Mars-Jones, pela crítica demolidora que fez ao romance By Nightfall, de Michael Cunningham (editado em Portugal pela Gradiva, com o título Ao Cair da Noite).

Hatchet Job of the Year

Ou, numa tradução livre, a machadada do ano. Eis um prémio curioso, atribuído ao «autor da crítica literária mais zangada, divertida e cáustica dos últimos doze meses» (no universo da língua inglesa, entenda-se). De entre os oito finalistas, será hoje anunciado o vencedor, que terá direito a um fornecimento anual de camarão enlatado (não é piada).
Em Portugal, parece-me evidente que o prémio iria parar às mãos de Rogério Casanova, pelo seu trabalho no suplemento ípsilon e na revista Ler, ao mesmo ritmo a que as Bolas de Ouro de melhor futebolista do ano vão parar às mãos de Lionel Messi.

Prémio Luís Miguel Nava para Helder Moura Pereira

O Prémio de Poesia Luís Miguel Nava relativo ao biénio 2009/2010, no valor de cinco mil euros, acaba de ser atribuído ao livro Se as Coisas Não Fossem o que São, de Helder Moura Pereira (Assírio & Alvim). O júri fixo, composto pelos quatro directores da Fundação Luís Miguel Nava (Carlos Mendes de Sousa, Fernando Pinto do Amaral, Gastão Cruz e Luís Quintais), a que se soma um elemento convidado (desta vez o professor, poeta e crítico Fernando J. B. Martinho), decidiu por unanimidade.

Prémio Fundação Inês de Castro para Gonçalo M. Tavares

Depois de ter sido distinguido com o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores e com o Prémio Fernando Namora, o romance Uma Viagem à Índia (Caminho), de Gonçalo M. Tavares, acaba de ganhar o Prémio Fundação Inês de Castro. Do júri fizeram parte José Carlos Seabra Pereira, Mário Cláudio, Fernando Guimarães, Frederico Lourenço e Pedro Mexia. Fernando Echevarría, de 82 anos, recebe um Tributo de Consagração pelo conjunto da obra literária.
A entrega do prémio será feita a 4 de Fevereiro na Quinta das Lágrimas, em Coimbra.

Prémio T. S. Eliot 2011

O relato da controversa edição deste ano do Prémio T. S. Eliot, atribuído pela Poetry Book Society do Reino Unido, está no blogue da revista Agio, num post de Ricardo Marques (que traduziu três poemas de John Burnside, o vencedor).

Finalistas do Prémio Literário Casino da Póvoa 2012

- A Cidade de Ulisses, de Teolinda Gersão (Sextante)
- As Luzes de Leonor, de Maria Teresa Horta (Dom Quixote)
- Adoecer, de Hélia Correia (Relógio D’Água)
- Bufo & Spallanzani, de Rubem Fonseca (Sextante)
- Do Longe e do Perto – Quase Diário, de Yvette K. Centeno (Sextante)
- Dublinesca, de Enrique Vila-Matas (Teorema)
- O Homem que Gostava de Cães, de Leonardo Padura (Porto Editora)
- Os Íntimos, de Inês Pedrosa (Dom Quixote)
- Tiago Veiga – Uma Biografia, de Mário Cláudio (Dom Quixote)

Do júri fazem parte Ana Paula Tavares, Fernando Pinto do Amaral, José António Gomes, Patrícia Reis e Pedro Mexia. A reunião decisiva será a 22 de Fevereiro, com o anúncio oficial marcado para o dia seguinte, na abertura da 13.ª edição do Correntes d’Escritas.

Prémio Jacinto do Prado Coelho para Rosa Maria Martelo

O livro A Forma Informe – Leituras de Poesia, de Rosa Maria Martelo, acaba de ser distinguido com o Prémio Jacinto do Prado Coelho, da Associação Portuguesa dos Críticos Literários. Do júri fizeram parte Maria João Cantinho, Manuel Frias Martins e Liberto Cruz.

Prémio Pessoa para Eduardo Lourenço

Mais do que justo, justíssimo.

Prémio Portugal Telecom de Literatura 2011 para Rubens Figueiredo

Os vencedores do Prémio Portugal Telecom de Literatura 2011 foram anunciados ontem à noite, em São Paulo. Em primeiro lugar ficou Passageiro do fim do dia (Companhia das Letras), de Rubens Figueiredo (100 mil reais). Em segundo, Uma Viagem à Índia (LeYa), de Gonçalo M. Tavares (35 mil reais). E em terceiro, Minha Guerra Alheia (Record), de Marina Colasanti (15 mil reais).

Prémio Agustina Bessa-Luís para Tiago Patrício

O Prémio de Revelação Agustina Bessa-Luís, atribuído pela Estoril Sol (com um júri presidido por Vasco Graça Moura e de que fazem parte Guilherme d’Oliveira Martins, José Manuel Mendes, Maria Carlos Gil Loureiro, Manuel Frias Martins, Maria Alzira Seixo, Liberto Cruz, Nuno Lima de Carvalho e Dinis de Abreu), vai este ano para o romance Trás os Montes, de Tiago Patrício. O júri louvou “as qualidades de escrita reportadas à dureza de um universo infantil numa aldeia de Trás-os-Montes e à maneira como o estilo narrativo encontra uma sugestiva economia na expressão e comportamentos das personagens”.
Farmacêutico e dramaturgo, Tiago Patrício venceu em 2009 o Prémio Daniel Faria (poesia) com O Livro das Aves, publicado pelas Quasi e sobre o qual escrevi em Setembro daquele ano. Vários poemas desse livro já tinham uma temática transmontana. Eis um exemplo:

OS PINTASSILGOS DE MIRANDELA

Nasci numa casa com gaiolas brancas
espalhadas pelo Verão
Era o meu pai vivo e o meu avô estival
entrava pela hora mais terna
enquanto encarregado das gaiolas
e a minha infância inteira decrescia
no canto da casa dos pássaros

O alpendre era de uma inclinação natural
com avô e pássaros encostados à sombra dos álamos
e as gaiolas casas que os abrigavam
do frio, da fome e dos gatos bravos
A minha alegria era quente como a terra
e contava ensinar ao meu filho bisneto
a atracção pelos grilos, caracóis
e pintassilgos na doçura das borboletas

Em Mirandela havia um vale junto a um rio
com pomares e o cheiro de figos fáceis
Os pintassilgos divididos na abundância
eram como crianças atrás de amoras
que inspiram as flores de uma música sucessiva

O Pintassilgo é a mais bela ave silvestre
e se não pudesse manter as gaiolas em casa
era como se não houvesse onde permanecer
Eles amotinam-se nas minhas barbas
desalojam corvos e os dragões dos poemas
fazem a tarde parecer tão antiga e adormecer
como a infanta primavera em que o meu avô
era o estio e os bisnetos existiam mesmo
e os nossos olhos acariciavam os pássaros,
que é tão tarde agora para dizer aqueles que morriam
exaustos a contar os meses atrás das grades

Prémio Goncourt para Alexis Jenni

O júri da Academia Goncourt atribuiu o prémio de 2011 ao livro L’Art français de la guerre, de Alexis Jenni. A decisão foi tomada com cinco votos a favor de Jenni e três para Carole Martinez, autora de Du domaine des Murmures. Ambos os livros foram publicados pela Gallimard.
Sucessor de Michel Houellebecq, que venceu em 2010 com O Mapa e o Território (agora editado em Portugal pela Objectiva), Alexis Jenni foi a grande revelação da rentrée francesa deste ano, com um primeiro romance de grande fôlego (mais de 600 páginas) que abarca tanto o conflito da Indochina como o da Argélia. Discreto professor de Biologia em Lyon, Jenni escreve e desenha no blogue Voyages pas très loin.

Prognóstico para logo à tarde

Cordilheira, de Daniel Galera (Caminho, 2010).

Man Booker Prize – um prognóstico

Terminada a leitura dos finalistas do Man Booker Prize em cima da meta (o vencedor é anunciado logo à noite), eis a minha avaliação da shortlist:

1. The Sense of an Ending, de Julian Barnes
2. The Sisters Brothers, de Patrick DeWitt
3. Jamrach’s Managerie, de Carol Birch
4. Half-Blood Blues, de Esi Edugyan
5. Snowdrops, de A.D. Miller
6. Pigeon English, de Stephen Kelman

Importa ainda sublinhar que o livro de Julian Barnes é claramente o melhor dos seis. Se não ganhar o prémio, será uma injustiça of huge proportions.

E o vencedor do Prémio LeYa 2011 é…

João Ricardo Pedro, com o romance O Teu Rosto Será o Último (informação enviada via SMS por Luís Ricardo Duarte, a quem agradeço).
João Ricardo Pedro tem 38 anos, é licenciado em Engenharia Electrónica e vive em Lisboa.
O júri esteve dividido mas acabou por tomar uma decisão consensual.

Anúncio do Prémio LeYa no dia 18 (horas antes do Man Booker)

O Prémio LeYa, no valor de 100 mil euros, será anunciado terça-feira, cerca das 13h00, imediatamente após a deliberação do júri. Resta saber se este ano haverá algum finalista distinguido, algo que não aconteceu em 2010.

Prémio PEN Clube de Ficção para Pedro Rosa Mendes

O escritor e jornalista foi distinguido pelo romance Peregrinação de Enmanuel Jhesus (Dom Quixote). Na poesia, ganhou Jaime Rocha, presumo que com Necrophilia (Relógio d’Água) – a notícia é omissa. O prémio para romance de estreia coube a André Gago, por Rio Homem (ASA).

Prémio José Saramago anunciado no dia 25

O vencedor do Prémio José Saramago 2011 será revelado no próximo dia 25, pelas 18h30, no edifício-sede do Grupo BertrandCírculo, em Lisboa. O prémio, atribuído de dois em dois anos, distingue autores que tenham até 35 anos (inclusive) e obra de ficção (romance ou novela) editada em língua portuguesa.
Nas seis edições anteriores, foram premiados Paulo José Miranda (1999), José Luís Peixoto (2001), Adriana Lisboa (2003), Gonçalo M. Tavares (2005), Valter Hugo Mãe (2007) e João Tordo (2009).

Justificação

Pouco passava do meio-dia, quando o secretário permanente da Academia Sueca, Peter Englund, surgiu dos bastidores para ler em sueco e em inglês o habitual curtíssimo comunicado:

«The Nobel Prize in Literature for 2011 is awarded to the Swedish poet Tomas Tranströmer “because, through his condensed, translucent images, he gives us fresh access to reality”»

O que pode ser traduzido por:

«O Prémio Nobel de Literatura 2011 é atribuído ao poeta sueco Tomas Tranströmer “porque nos dá, através das suas imagens condensadas e translúcidas, novas formas de acedermos à realidade”»

Pensamento mágico

Em 2008, apostei em Tomas Tranströmer. Em 2009, apostei em Tomas Tranströmer. Em 2010, voltei a apostar em Tomas Tranströmer, convencido que à terceira seria de vez. Depois, a 8 de Outubro de 2010, escrevi: «Para o ano, não apostarei no poeta Tomas Tranströmer (pode ser que assim ele ganhe)». Fiel a essa promessa, em 2011 não apostei em Tomas Tranströmer nem em mais ninguém. Pelos vistos, resultou.

Está quase

Faltam menos de dez minutos para sabermos quem é o novo Prémio Nobel da Literatura. Ver, em directo, aqui.

O Prémio Nobel da Literatura é anunciado esta quinta-feira

A comunicação do secretário permanente da Academia Sueca, prevista para o meio-dia (hora portuguesa), pode ser acompanhada em directo no site oficial dos Prémios Nobel. Ou nesta janelinha:

Escolher o Nobel da Literatura é difícil

Já imaginávamos, claro. Mas Peter Englund, o secretário permanente da Academia Sueca, confirma num dos podcasts do The Guardian.

Prémio Máxima de Literatura 2011 para Inês Pedrosa

Depois de já ter ganho o prémio em 1998 (com o romance Nas Tuas Mãos), Inês Pedrosa volta a vencer com Os Íntimos (Dom Quixote). O júri, composto por Maria Helena Mira Mateus, Leonor Xavier, António Carvalho, valter hugo mãe e Laura Luzes Torres, atribuiu ainda um Prémio Especial do Júri ao romance Adoecer, de Hélia Correia (Relógio d’Água) e o Prémio Ensaio ao livro A Monarquia Constitucional, 1807-1910, da historiadora Maria de Fátima Bonifácio.

Prémio Fernando Namora com ‘shortlist’

O júri do Prémio Literário Fernando Namora (instituído pela Estoril Sol), decidiu este ano «usar da faculdade prevista no artigo nono do Regulamento do Concurso» e escolheu uma shortlist de cinco romances, dos quais sairá o vencedor, a anunciar no próximo dia 2 de Outubro.
Os finalistas são:

- Uma Viagem à Índia, de Gonçalo M. Tavares (Caminho)
- Adoecer, de Hélia Correia (Relógio d’Água)
- O Bom Inverno, de João Tordo (Dom Quixote)
- Peregrinação de Enmanuel Jhesus, de Pedro Rosa Mendes (Dom Quixote)
- a máquina de fazer espanhóis, de valter hugo mãe (Alfaguara)

Presidido por Vasco Graça Moura, o júri inclui ainda Guilherme D’Oliveira Martins (Centro Nacional de Cultura), José Manuel Mendes (Associação Portuguesa de Escritores), Manuel Frias Martins (Associação Portuguesa dos Críticos Literários), Maria Carlos Gil Loureiro (Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas), Maria Alzira Seixo, Liberto Cruz, Nuno Lima de Carvalho e Dinis de Abreu.

Gonçalo M. Tavares e João Tordo finalistas do Prémio PT no Brasil

A lista de dez finalistas da nona edição do Prémio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa (publicada no Brasil) inclui duas obras de autores portugueses: Uma Viagem à Índia (LeYa), de Gonçalo M. Tavares, que venceu o prémio em 2007, com Jerusalém; e As Três Vidas, de João Tordo (Língua Geral). Os restantes finalistas são brasileiros: Em Trânsito, de Alberto Martins (Companhia das Letras); O Homem Inacabado, de Donizete Galvão (Portal Literatura); Nada a Dizer, de Elvira Vigna (Companhia das Letras); Cidade Livre, de João Almino (Record); Ribamar, de José Castello (Bertrand Brasil); Minha Guerra Alheia, de Marina Colasanti (Record); Modelos Vivos, de Ricardo Aleixo (Crisálida); e Passageiro do Fim do Dia, de Rubens Figueiredo (Companhia das Letras).

Prémio Casa da América Latina para tradução de 2666

O prémio de tradução literária Casa da América Latina/BANIF 2011 foi atribuído à dupla Cristina Rodríguez/Artur Guerra, pela versão portuguesa do romance 2666, de Roberto Bolaño (editado pela Quetzal). O júri, formado por Vasco Graça Moura, Annabela Rita e Francisco Bélard, deliberou por maioria. A entrega do prémio será feita amanhã, ao meio-dia, na Casa da América Latina em Lisboa (Av. 24 de Julho, 118 B).

Anunciada a ‘short list’ do Man Booker Prize 2011

O júri do Man Booker Prize 2011, formado por Matthew d’Ancona, Susan Hill, Chris Mullin, Gaby Wood e Dame Stella Rimington (presidente), tornou hoje pública a lista de seis finalistas do prémio:

- The Sense of an Ending, de Julian Barnes (Jonathan Cape)
- Jamrach’s Menagerie, de Carol Birch (Canongate Books)
- The Sisters Brothers, de Patrick deWitt (Granta)
- Half Blood Blues, de Esi Edugyan (Serpent’s Tail)
- Pigeon English, de Stephen Kelman (Bloomsbury)
- Snowdrops, de A.D. Miller (Atlantic)

Para já, pelo menos um destes finalistas, Snowdrops, vai ser editado em Portugal proximamente, pela Civilização (com o título Quando a Neve Começa a Derreter).
O vencedor será conhecido a 18 de Outubro, durante um jantar no London’s Guildhall.

I Love My Librarian Award

Nem só quem escreve, traduz ou edita livros merece um prémio.

PEN Award de biografia para Stacy Schiff

O livro Cleópatra, de Stacy Schiff (recentemente editado em Portugal pela Civilização), acaba de vencer o PEN/Jacqueline Bograd Weld Award for Biography, atribuído pelo PEN clube norte-americano. Schiff já ganhara um Prémio Pulitzer, em 2000, com Vera (Mrs. Vladimir Nabokov), biografia da mulher e musa do autor de Lolita.
A lista completa dos prémios atribuídos pelo PEN dos EUA pode ser consultada aqui. Destaco o PEN/W. G. Sebald, para «um escritor de ficção a meio da carreira», ganho por Aleksandar Hemon, autor de O Projecto Lazarus (também editado em Portugal pela Civilização).

Helder Macedo finalista do prémio Zaffari & Bourbon

Publicado em Portugal pela Presença, Helder Macedo é o único autor português entre os dez finalistas do prémio Zaffari & Bourbon, cujo vencedor será revelado no próximo dia 22, na abertura da 14ª Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo:

- Azul-corvo, de Adriana Lisboa (Rocco)
- Um Erro Emocional, de Cristovão Tezza (Record)
- Natália, de Helder Macedo (Azougue Editorial)
- Cidade Livre, de João Almino (Record)
- Rei do Cheiro, de João Silvério Trevisan (Record)
- Estive em Lisboa e Lembrei de Você, de Luiz Ruffato (Companhia das Letras)
- Diário da Queda, de Michel Laub (Companhia das Letras)
- O Planalto e a Estepe, de Pepetela (Leya)
- Outra Vida, de Rodrigo Lacerda (Alfaguara)
- Passageiro do Fim do Dia, de Rubens Figueiredo (Companhia das Letras)

Além de Natália, estão editados em Portugal o romance de Luiz Ruffato (na Quetzal) e o do angolano Pepetela (na Dom Quixote).

Anunciada a ‘longlist’ do Man Booker Prize 2011

Já se conhecem os 13 livros que fazem parte da longlist do Man Booker Prize deste ano:

- The Sense of an Ending, de Julian Barnes (Jonathan Cape)
- On Canaan’s Side, de Sebastian Barry (Faber & Faber)
- Jamrach’s Menagerie, de Carol Birch (Canongate)
- The Sisters Brothers, de Patrick deWitt (Granta)
- Half Blood Blues, de Esi Edugyan (Serpent’s Tail)
- A Cupboard Full of Coats, de Yvvette Edwards (Oneworld)
- The Stranger’s Child, de Alan Hollinghurst (Picador)
- Pigeon English, de Stephen Kelman (Bloomsbury)
- The Last Hundred Days, de Patrick McGuinness (Seren Books)
- Snowdrops, de A.D. Miller (Atlantic)
- Far to Go, de Alison Pick (Headline Review)
- The Testament of Jessie Lamb, de Jane Rogers (Sandstone Press)
- Derby Day, de D.J. Taylor (Chatto & Windus)

A shortlist (seis livros) será anunciada a 6 de Setembro. Este ano, como nos últimos três, vou lançar-me à leitura integral dos finalistas durante cerca de mês e meio (a decisão sobre o vencedor está marcada para 18 de Outubro). Novidade: em vez de os encomendar por via postal, lerei os romances directamente no meu Kindle. Aliás, três deles já foram descarregados (o do Alan Hollinghurst, que será publicado em Outubro pela D. Quixote, com o título O Filho do Desconhecido; o do Sebastian Barry e o da Carol Birch), ficando o do Julian Barnes em pré-reserva, uma vez que só estará disponível a 4 de Agosto.

Grande Prémio de Romance e Novela da APE para ‘Uma Viagem à Índia’

Gonçalo M. Tavares venceu o mais prestigiado prémio atribuído a uma obra de ficção em Portugal com um livro belíssimo, para mim efectivamente o melhor de 2010. No entanto, se o prémio distinguisse o romance Adoecer, de Hélia Correia, também ficaria muito bem entregue.

Man Booker International Prize 2011 para Philip Roth

Enquanto não chega o Nobel, um dos maiores escritores americanos vivos vai-se consolando com sucedâneos.

Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco para A. M. Pires Cabral

Atribuído pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e pela Associação Portuguesa de Escritores, o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco, no valor de 7500 euros, distingue este ano – e muito bem – O Porco de Erimanto e outras fábulas, de A. M. Pires Cabral, livro publicado na Cotovia (a minha recensão pode ser lida aqui).
O júri, composto por Afonso Cruz, José António Gomes, Serafina Martins e Fernando Miguel Bernardes, decidiu por unanimidade e «valorizou a arquitectura dos enredos, a capacidade de jogar com a perspectiva do narrador, a diversidade dos registos linguísticos (do erudito ao mais coloquial e até ao escatológico) e o trabalho de apuro estilístico do texto».

Prémio Camões 2011 para Manuel António Pina

Reunido na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, o júri do Prémio Camões, o mais importante da língua portuguesa, decidiu por unanimidade e em menos de meia hora. Vale a pena registar os nomes dos responsáveis por tão excelente escolha: Edla Van Steen e Antonio Carlos Secchin (Brasil), Rosa Maria Martelo e Abel Barros Baptista (Portugal), Ana Paula Ribeiro Tavares (Angola) e Inocência Mata (São Tomé e Príncipe). Depois de em 2010 ter distinguido Ferreira Gullar, talvez o maior poeta brasileiro vivo, o Camões para Manuel António Pina parece-me absolutamente justo, ao reconhecer a importância e o valor que quem escreveu alguns dos melhores livros de poesia, crónica e literatura infantil das últimas décadas, em Portugal.

Grande Prémio APE de Poesia para Pedro Tamen

O Livro do Sapateiro (Dom Quixote), de Pedro Tamen, obra já distinguida este ano com o Prémio Literário Casino da Póvoa/Correntes d’Escritas, acaba de ganhar o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores. O júri, que decidiu por maioria, foi composto por Ana Marques Gastão, Fernando J. B. Martinho e Francisco Duarte Mangas.

Grande Prémio de Ensaio APE para Manuel Gusmão

O júri, composto por Clara Rocha, José Cândido Martins e José Carlos Seabra Pereira, atribuiu o prémio, por unanimidade, ao livro Tatuagem Palimpsesto – da poesia em alguns poetas e poemas, editado pela Assírio & Alvim. Uma decisão justíssima.

Inscrições abertas para a 7.ª edição do Prémio José Saramago

O regulamento pode ser consultado no blogue da revista Ler. E aceitam-se apostas quanto ao nome do sucessor de João Tordo.

Anunciada a longlist do Orange Prize 2011

Entre as 20 candidatas está a irlandesa Emma Donoghue, com Room, um magnífico romance que foi finalista do Man Booker Prize 2010 e será publicado pela Porto Editora ainda este ano. Lista completa, aqui. Anúncio da shortlist: 12 de Abril. Data da cerimónia final: 8 de Junho.

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«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges