A nova página em branco pode ser um ecrã de telemóvel

É o grande fenómeno editorial dos últimos tempos no Japão. Os keitai shousetsu, romances escritos no telemóvel (com frases curtas, emoticons, etc.) ocuparam metade da lista dos dez livros de ficção mais vendidos durante o primeiro semestre de 2007. As histórias dirigem-se a um público maioritariamente feminino e adolescente, que as vai recebendo por subscrição e sugere rumos para a narrativa. Por se sentirem de certa forma co-autores da obra, os leitores compram depois os livros em papel e contribuem para vendas na ordem do meio milhão de exemplares.
Será que este fenómeno alguma vez chegará a Portugal? E se chegar, como é que será baptizado? Literatura ultra-light?

[via Mind Booster Noori]

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges