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‘O Rancor’, de Hélia Correia, em Sesimbra


Fotografia: Margarida Oliveira

A peça teatral O Rancor – Exercício sobre Helena, de Hélia Correia, vai ser apresentada hoje, amanhã e domingo, sempre a partir das 20h15, na Fortaleza de Sesimbra, num espectáculo encenado por São José Lapa e Alberto Lopes. Do elenco fazem parte os actores Valerie Bradell, Jorge Fraga, São José Lapa, Paulo Pinto, Rui Pedro Cardoso, Inês Lapa Lopes e João Paiva. O preço do bilhete é cinco euros.

Borboletas nocturnas

Uma Noite na Biblioteca
Autor: Jean-Christophe Bailly
Título original: Une nuit à la bibliothèque
Tradução: Christine Zurbach e Luís Varela
Editora: Cotovia
N.º de páginas: 46
ISBN: 978-972-795-288-5
Ano de publicação: 2009

O que é que fazem, a altas horas da madrugada, os livros de uma biblioteca? Sem leitores por perto, nem funcionários, nem sequer o guarda-nocturno e a sua lanterna controladora, será que eles saltam das prateleiras e conversam uns com os outros? A hipótese pode parecer estapafúrdia, mas só a quem não viu – ou não leu – esta peça teatral de Jean-Cristophe Bailly, estreada em 1999 na Biblioteca Palatina de Parma e levada à cena recentemente na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, pela companhia Teatro da Rainha.
Entre as estantes e as mesas de leitura, surgem quatro personagens que cedo descobrimos serem livros; ou melhor, fantasmas de livros, «borboletas nocturnas» que se agitam no abismo claustrofóbico de um tempo parado. Há Bertoli, a meio caminho entre o mestre de cerimónias e o conferencista; há Ragionello, de perfil sereno e indumentária à moda do século XIX; há Alegoria, que mora nas alturas, «ao lado dum poeta russo que não faz barulho»; e há Fantolin, o neófito que descobre, espantado, que traz dentro de si a visão de um mundo em ruínas, a desfazer-se sob as cinzas do apocalipse.
Os quatro livros dialogam, interrompem-se, jogam badmington, lêem-se uns aos outros e descobrem-se parte de «uma rede de histórias e de ilusões que se agitam num vazio em que a verdade anda errante». O real, essa abstracção, é o que se vê de uma janela precária, falso ponto de fuga. No discurso rendilhado (e às vezes aflito) dos seus habitantes, a biblioteca fecha-se mais e mais sobre si mesma, sobre a sua solidão, ela que se constrói «em torno daquilo que lhe escapa» e aspira ao impossível «silêncio em que a palavra se aboliria, aceite pela indolência dum sentido mais antigo».
Sobre tudo isto paira, inevitável, a melancolia, porque Bailly sabe que a biblioteca «nunca atingirá a imensidão que a alimenta». Uma melancolia que se desprende do texto mas não o sufoca, antes o ilumina.

Avaliação: 7/10

[Texto publicado no n.º 80 da revista Ler]

Curiosa coincidência



Quase em simultâneo, acabam de surgir em Portugal três livros com peças de Luigi Pirandello. Mínimo denominador comum: todos eles incluem o texto de Sei Personaggi in Cerca D’autore. A versão dos Livrinhos de Teatro/Artistas Unidos (capa preta) foi traduzida por Mário Feliciano e Fernando José Oliveira (Seis Personagens à Procura de Autor); a da Relógio d’Água por Margarida Periquito (Seis Personagens em Busca de Autor); e a da Cotovia por Daniel Jonas (Seis Personagens à Procura de um Autor).

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges