The Shakesperience

Um mergulho interactivo nas peças do Bardo, ao alcance de quem tiver iPad.

O rosto de Shakespeare

Parece que afinal o Bardo era assim. Ler sobre o assunto aqui e aqui.

A maldição de Shakespeare

Na sua pedra tumular, o bardo de Stratford-upon-Avon mandou gravar a seguinte ameaça:

«Livra-te, meu caro amigo, por amor de Jesus,
De remexer na poeira encerrada aqui,
Bendito seja o que evitar estas pedras,
E maldito o que incomodar os meus ossos»

Agora que a cripta do poeta vai ser restaurada, era previsível que surgissem notícias como esta, onde se insinua que os trabalhos «terão de ser muito cuidadosos, a fim de evitar a maldição lançada pelo dramaturgo a todo aquele que tentar deslocar os seus restos mortais». Nonsense, como diriam os conterrâneos do autor de Hamlet. As pessoas que farão o restauro são técnicos esclarecidos e com espírito científico. Se tiverem cuidados acrescidos, parece-me evidente que é por causa da fragilidade e importância cultural dos materiais em causa, nunca por temerem uma suposta profecia ao estilo das que lançavam os faraós egípcios para protegerem a sua morada final.

«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges