Memória de uma residência

Em Setembro do ano passado, eu, a Margarida Vale de Gato e o Jaime Rocha participámos numa residência poética inserida no encontro ‘Poesia, Um Dia‘, organizado pela Biblioteca Municipal José Baptista Martins (Vila Velha de Ródão). Na aldeia de Foz do Cobrão, deambulámos, conversámos muito e escrevemos alguns poemas que foram lidos numa sessão aberta ao público.
Desta experiência nasceu o documentário Portugal: Poema em Construção, produzido pela Biblioteca, para o qual contribuí (sem saber na altura o destino que teriam aquelas imagens) na qualidade de interveniente e de operador de câmara. Eis o resultado final:

A voz de Virginia

Bela voz, grande mulher, enorme escritora. «Words do not live in dictionaries; they live in the mind.»

Logo ao fim da tarde


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Eis o booktrailer deste conto infantil inédito de Sophia de Mello Breyner, terminado pelo seu neto Pedro Sousa Tavares:

Kindle Paperwhite

O Kindle mais sofisticado, elegante e tecnologicamente evoluído, explicado por quem o concebeu.

Ontem à noite

No palco do Teatro Baltazar Dias (Funchal), o norte-americano Barry Wallenstein diz um dos seus poemas (do livro Tony’s World), acompanhado ao contrabaixo por Massimo Cavalli, durante o espectáculo “Ser Poeta Não é uma Invenção Minha”, organizado pela italiana Donatella Bisutti.

Book Domino Chain Reaction

Um dia destes faço uma coisa assim cá em casa.

Rubem Fonseca lê um soneto de Camões

O soneto Busque Amor novas artes, novo engenho, de Luís Vaz de Camões, lido por Rubem Fonseca nas Correntes d’Escritas.

[Um vídeo postado por Sara Figueiredo Costa no Cadeirão Voltaire]

A alegria dos livros

Este vídeo, que anda a circular furiosamente pelo Facebook, é uma pequena maravilha:

‘Vai Dormir, F*da-se’ (booktrailer)

Pai recente (e por isso sensível à temática do livro de Adam Mansbach), Nuno Markl lê aquele livro para progenitores que só se pode pedir em voz baixa nas livrarias.

Ainda JLBG (2)

Peça do programa Ler Mais Ler Melhor sobre Poesia Reunida, de João Luís Barreto Guimarães.

‘Madrigal’

Tomas Tranströmer lê um poema de Tomas Tranströmer.

Rui Lage no ‘Ler Mais Ler Melhor’ (RTPN)

Sobre o livro Um Arraial Português (Ulisseia).

Diogo Madre Deus sobre David Machado

Quando lhe pedi cinco escolhas literárias, para uma secção do suplemento Actual (do Expresso), o editor da Cavalo de Ferro destacou e elogiou o segundo romance de David Machado: Deixem Falar as Pedras (Dom Quixote).

PS – Já agora, a pedido de um leitor, deixo aqui as restantes quatro escolhas:

Ulisses e a Odisseia – A Mente Colorida, de Pietro Citati (Cotovia)
Accabadora, de Michela Murgia (Einaudi)
Niassa, de Francisco Camacho (ASA)
Racconti per Una Sera al Teatro, de Luigi Pirandello (Sellerio)

eBook Design

Notas sobre o design de livros electrónicos, no Brasil.

[via Blogtailors]

Maria do Céu Guerra lê poemas de António Ferra

Excerto da leitura que a actriz fez no lançamento do livro Marias Pardas, de António Ferra (&Etc), no bar d’A Barraca, em Abril.

‘Seule existe la solitude’

Excerto do filme Un Homme qui Dort, de Bernard Queysanne e Georges Perec (1974), a partir do romance Un Homme qui Dort, de Georges Perec (1967).

Viagem à volta do quarto dele

Ontem à noite, antes de dormir. Ou desdormir.

‘Rua da Poesia’

Ou a poesia na rua.

Poema a duas vozes

Miguel Cardoso e Catarina Nunes de Almeida lêem o poema As terríveis manhãs que se seguem, de Miguel Cardoso, no último ‘Verdes São os Cantos’ (sábado, 9 de Julho, no bar A Barraca).

‘Go the Fuck to Sleep’

Uma delícia, este livrinho. A leitura de Samuel L. Jackson, outra delícia.
Adormecer crianças é difícil (todos os pais o sabem). Adormecer agências de notação financeira é mais difícil ainda.

‘Pottermore’ explicado por J.K. Rowling

Primeiras luzes sobre o site mais falado no mundo editorial este verão.

[via Blogtailors]

O meu encontro com Zoran Živković (no Festival Silêncio)

Eis a sessão completa. No início, em estreia mundial, li o primeiro capítulo (traduzido pelo editor Diogo Madre Deus) da sequela de O Último Livro, neste momento ainda um work in progress:

O vídeo foi feito por Luís Rodrigues.

O futuro do livro?

Lançada no final de Abril, a versão digital do livro Our Choice, de Al Gore, para iPad, iPhone e iPod Touch, trepou rapidamente até ao primeiro lugar no top dos livros da App Store da Apple. Embora o preço promocional seja atractivo (apenas cinco dólares; um quarto do que é preciso pagar pela edição em papel), as razões deste sucesso vão muito para além do interesse e qualidade da obra, originalmente publicada em 2009, três anos depois de Uma Verdade Inconveniente. Se nesse primeiro livro (e filme) Gore alertava para a tragédia do aquecimento global, em Our Choice sugere soluções para o problema, reunindo e partilhando o conhecimento científico que obteve junto de reconhecidos especialistas. «Temos de agir depressa» – eis o mote do antigo vice-presidente de Clinton, um optimista que acredita na força da vontade colectiva e na capacidade de as populações imporem escolhas decisivas aos políticos que as governam.
Por muito que Gore continue a ser eficaz e persuasivo no modo como transmite a sua mensagem, não é o conteúdo do livro (bastante actualizado, diga-se, ao ponto de incluir referências ao acidente na central nuclear de Fukushima, em Março) que está a criar um bruaá mediático. Esse deve-se à forma como a informação emerge literalmente do ecrã e o leitor a vai descobrindo. Amy Lee, uma articulista do site Huffington Post, escreveu que estamos a assistir «ao acto de ler a transformar-se em algo completamente novo». E David Chartier, na revista PCWorld, garante que esta nova abordagem «expande a definição da palavra livro».
Exageros à parte, entremos então em Our Choice. Os 18 capítulos do livro não se limitam a reproduzir o texto integral, mais as suas 250 belíssimas imagens, antes se organizam naquilo a que podemos chamar uma intensa experiência multimédia. Ao tocar em qualquer das fotografias, estas são ampliadas de forma a ocupar todo o campo visual e podemos depois localizar, num mapa do mundo, o sítio exacto onde foram captadas. À distância de um simples toque, fica igualmente uma hora de material vídeo, incluindo imagens de arquivo do smog mortal que se abateu sobre Londres, em 1952; das tempestades de poeira (Dust Bowl) que varreram os EUA nos anos 30; ou do discurso do presidente Jimmy Carter, em 1979, no dia em que colocou painéis fotovoltaicos nos telhados da Casa Branca – um gesto «amigo do ambiente» que foi desfeito, sete anos depois, pelo inquilino seguinte: Ronald Reagan. Mais impressionantes ainda são as muitas animações (sobre o funcionamento de uma turbina, por exemplo, ou de uma central solar) e os infográficos interactivos que vão revelando factos adicionais, à medida que os exploramos com a pressão dos dedos. Num destes infográficos, se soprarmos no microfone do aparelho «produzimos» o vento que faz girar as pás de uma torre eólica. Quanto às imagens, podemos rodá-las, dobrá-las ou até puxá-las. Navegar entre capítulos é fácil (a leitura avança ou recua em dois eixos horizontais) e os vários blocos com informação mais detalhada estão elegantemente articulados com o texto principal.

Ao transformarem Our Choice numa aplicação, Mike Matas e Kimon Tsinteris (da Push Pop Press) desenvolveram uma plataforma tecnológica que permitirá criar, de forma cada vez mais rápida e fácil, livros com um potencial interactivo ilimitado. Mas estaremos realmente a assistir aos primeiros passos do livro do futuro, essa quimera que fascina e assusta tanta gente? Manuel Alberto Valente, editor da Porto Editora e proprietário de um iPad2, comprado no próprio dia em que foi posto à venda em Portugal, não exclui essa hipótese. «O livro do Al Gore é fabuloso, sem dúvida. Abre possibilidades completamente novas no mundo da edição. Acho que este tipo de interactividade vai ser perfeita tanto para livros de divulgação científica como para a literatura infantil.» Não crê, porém, que seja aplicável às obras de ficção: «A verdadeira literatura exige um recolhimento que não se compadece com distracções acessórias.»

[Texto publicado no suplemento Actual, do semanário Expresso]

‘The Lost Thing’ (um vislumbre)

Trailer do filme The Lost Thing, vencedor do Oscar para a melhor curta-metragem de animação deste ano, inspirado num livro de Shaun Tan, de quem descobrimos recentemente o fabuloso Contos dos Subúrbios.

Coisas que acontecem nas estantes quando nós não estamos a olhar

‘True Grit’ (trailer)

O filme que os irmãos Cohen realizaram, a partir do romance True Grit, de Charles Portis (edição portuguesa da Presença), estreia em Portugal na próxima quinta-feira, dia 17.

Nove minutos de lucidez contra a esquizofrenia política de Berlusconi

Cortesia de Umberto Eco: intelectual à moda antiga, escritor, pensador e consciência crítica.

Jeff Buckley lê um poema de Edgar Allan Poe

No dia do aniversário de Poe, eis um dos seus poemas, Ulalume (escrito em 1847), lido pelo autor de Grace:

‘Comer Animais’ (booktrailer)

O livro foi publicado em Portugal pela Bertrand, que criou um blogue só para ele. Quanto ao site oficial, fica aqui.

On ageing

Por alguém que sabe muito do assunto e não escreve sobre outra coisa há muitos anos:

[via A Piece of Monologue]

O que aí vem (Google eBooks)

[via BlogTailors]

Um fado de Camané

Em geral, não gosto de fado. Nem do velho nem do novo (só da voz da Amália e das canções que lhe compôs o Alain Oulman). Mas gosto do Camané, das composições do Zé Mário Branco, das letras da Manuela de Freitas. Guerra das Rosas é excelente exemplo do que os três conseguem fazer, quando estão inspirados. E atentem nestes versos deliciosos, entre os 2’12” e os 2’25”: «Foste-me lendo o teu romance de amor / Sabendo que eu não gostava da história / No dia de o mandares para o editor / Fui ao teu computador / Apaguei-o da memória.»

‘Rio Homem’ (booktrailer)

O primeiro romance de André Gago, mais conhecido como actor de teatro e televisão, chega amanhã às livrarias.

O momento da verdade (em sueco)

‘Vício Intrínseco’ (booktrailer)

Chega às livrarias na próxima sexta-feira, um dia após o anúncio, pela Academia Sueca, do novo Prémio Nobel da Literatura (e nunca se sabe, nunca se sabe).

Lydia Davis nas FSG Reading Series

A editora Farrar, Straus and Giroux (FSG) organiza de vez em quando sessões de leitura com os seus autores, num restaurante russo de Nova Iorque que serve vodca caseira (chama-se Russian Samovar). A última sessão contou com a presença de Lydia Davis, uma das melhores ficcionistas americanas da actualidade (além de excelente tradutora). Eis um excerto da sua leitura de material inédito:

Ler o ‘Quixote’ no YouTube

Quijote 2.0: saiba como participar aqui (ainda há vagas).

Origami

Ou como fazer um livro em menos de cinco minutos.

Paul Auster à conversa com John Ashbery

Aconteceu domingo, no Brooklyn Book Festival. Reportagem aqui.

‘Subway Life’ (booktrailer)

«António Jorge Gonçalves desenha num jogo de observar e ser observado.» O projecto online existe aqui. A versão em papel é posta à venda no próximo dia 15, com chancela da Assírio & Alvim.

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«Tenho a suspeita de que a espécie humana - a única - está prestes a extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta» Jorge Luis Borges